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Uma vendedora britânica entrou com uma ação judicial contra a empresa na qual trabalhava depois de descobrir que o seu chefe e dois colegas haviam feito uma aposta sobre quem dormiria com ela primeiro. O caso aconteceu no Reino Unido e ganhou repercussão internacional por envolver condutas consideradas inadequadas no ambiente de trabalho.
A funcionária, Molly Craigie, começou a trabalhar em setembro de 2022 na East Anglia Home Improvements, empresa especializada em reformas residenciais e vendas de janelas com vidro duplo. Poucos meses depois de sua contratação, ela foi informada de que o seu chefe direto e dois subordinados tinham feito uma aposta sobre quem teria relações íntimas com ela primeiro – mesmo antes de saberem que ela estava em um relacionamento sério.
Molly considerou a situação ofensiva e entrou com uma ação por assédio sexual, argumentando que o comportamento dos colegas a sexualizou e discriminou com base no seu gênero. No entanto, o tribunal em Watford, na Inglaterra, rejeitou a queixa por questões técnicas: o pedido foi apresentado fora do prazo legal previsto para esse tipo de ação trabalhista.
Apesar da derrota no processo de assédio, ela obteve uma vitória em outra frente: a Justiça reconheceu que a empresa deixou de pagar férias não remuneradas, determinando o pagamento de cerca de 4.775 libras (aproximadamente R$ 34 mil). A companhia tenta recorrer dessa decisão.
Na decisão, a juíza Rebecca Peer ressaltou que uma aposta desse tipo constitui conduta indesejada de natureza sexual, mesmo que não tenha sido analisada no mérito por causa do prazo expirado.