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Domingo, 13 de Setembro 2026
Justiça

Flávio Dino retira sigilo de investigação sobre o filme Dark Horse

Decisão do ministro do STF libera dados apreendidos pela Polícia Civil em caso de suposto desvio de emendas para obra sobre Jair Bolsonaro.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Flávio Dino retira sigilo de investigação sobre o filme Dark Horse
© Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (13) a derrubada do sigilo de todo o material apreendido na investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse. A apuração investiga a suspeita de uso indevido de emendas parlamentares na produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com a ordem judicial, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo deve transferir para a Polícia Federal os arquivos brutos extraídos dos celulares dos suspeitos. Esse material havia sido recolhido pela Polícia Civil paulista em junho durante os desdobramentos do caso.

Ao fundamentar a liberação das informações, Dino citou o recente posicionamento do ministro André Mendonça, que retirou o segredo de justiça de diálogos ligados ao Banco Master. O magistrado afirmou buscar a igualdade de tratamento perante a lei e o respeito ao princípio da colegialidade na Corte.

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O relator ressaltou que apurações dessa natureza exigem ampla transparência. Dessa forma, tornam-se públicos nomes de envolvidos, dados bancários, movimentações de fundos e registros de conversas obtidos nos celulares e documentos anexados aos autos.

Desvio de verbas públicas e alvos da PF

Na última quinta-feira (10), a Polícia Federal deflagrou a Operação Make Up, cumprindo 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal. Entre os alvos principais estão o deputado federal Mário Frias, coautor do roteiro do longa-metragem, e a empresária Karina Gama.

A investigação foi instaurada com base em relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU). Os documentos indicam irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares enviadas por Frias para duas entidades geridas por Karina: o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura.

De acordo com os apontamentos da CGU, as verbas deveriam subsidiar projetos sociais esportivos na cidade de Pirassununga (SP). Como a execução das atividades não foi comprovada, a Polícia Federal identificou indícios de que o montante financiou a obra cinematográfica.

FONTE/CRÉDITOS: Marcelo Brandão – repórter da Agência Brasil
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