As centrais sindicais de todo o Brasil se unem no 1º de Maio, Dia do Trabalhador, para defender o fim da escala 6x1 como sua bandeira central. Os atos, que ocorrerão de forma descentralizada em diversas cidades, visam promover maior qualidade de vida e um equilíbrio mais saudável entre a jornada profissional e a vida pessoal para os trabalhadores brasileiros.

A pauta ganha força em um cenário onde múltiplos projetos de lei buscando o fim da escala 6x1 tramitam no Congresso Nacional. Inclusive, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou à Casa Legislativa uma proposta com urgência constitucional, que também prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Manifestações em São Paulo

Na capital paulista, as organizações sindicais optaram por ocupar diferentes locais de relevância, uma vez que a tradicional Avenida Paulista já estava reservada para outras manifestações.

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A CUT (Central Única dos Trabalhadores) iniciará suas atividades políticas, culturais e de prestação de serviços às 14h, no Paço Municipal de São Bernardo. O evento será guiado pelo lema “Nossa luta transforma vidas”.

O objetivo é intensificar o diálogo com a população e fortalecer a organização da classe trabalhadora em suas comunidades. As subsedes da CUT organizarão ações em parceria com sindicatos locais da Grande São Paulo, interior e litoral, levando iniciativas que mesclam cidadania, cultura e engajamento social para bairros e municípios.

Entre as reivindicações urgentes da CUT para este 1º de Maio, destacam-se a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial, o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização e o fortalecimento das negociações coletivas. A central também defende a garantia de direitos para os servidores públicos.

A agenda da CUT ainda inclui a oposição à reforma administrativa e a resistência às privatizações, que são vistas como medidas prejudiciais aos serviços públicos essenciais e que acentuam as desigualdades sociais.

A programação cultural da CUT contará com apresentações de artistas renomados como Gloria Groove, MC IG, Filho do Piseiro, Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Grupo SP5, Grupo Razão, Don Ernesto, Samba de Luz, Samba e Amigos, Alex Rocha, Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro e Hyaguinho Vaqueiro.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) concentrará seus participantes na Praça Franklin Roosevelt, a partir das 9h. A CTB afirma que "o 1º de Maio deste ano transcende a mera celebração simbólica, estabelecendo-se como um espaço de pressão social por transformações concretas."

Entre os temas prioritários para a CTB estão o combate à precarização do trabalho, a necessidade de políticas públicas que impulsionem a economia e a defesa de direitos fundamentais para assegurar a dignidade da população trabalhadora.

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) promoverá, também no dia 1º, o lançamento da 12ª edição da Expo Paulista na Avenida Paulista, em celebração ao Dia do Trabalhador. A exposição apresentará 30 painéis criados pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga, com o tema “Isto É Conquista: Lutas e Vitórias do Trabalhador Brasileiro”.

Considerada a maior exposição a céu aberto da América Latina, a mostra ficará disponível até 31 de maio, com a expectativa de atrair 1,5 milhão de visitantes diariamente.

A UGT destaca que "a exposição propõe uma reflexão visual sobre o universo do trabalho, suas transformações e os desafios que moldam a história do trabalhador brasileiro". A cerimônia de lançamento ocorrerá às 9h, no Blue Note, situado no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista 2073.

Por sua vez, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) organizará seus atos em diversas cidades do estado de São Paulo, incluindo Araçatuba, Itatiba, Ribeirão Preto e Osasco.

A CSB explica que "a nova estratégia permite que sindicatos, federações e confederações realizem eventos em suas respectivas áreas de atuação, conferindo maior visibilidade às reivindicações dos movimentos e facilitando o contato direto com os trabalhadores, o que amplia a mobilização das bases."

FONTE/CRÉDITOS: Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil