A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Last Loop para cumprir 12 ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado por tráfico de drogas sintéticas e comércio ilegal de armas de fogo. A organização utilizava eventos de música eletrônica como fachada para distribuir entorpecentes. Essa é asegunda operação do dia que mira em tráfico nas festas eletrônicas.
A ação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), cumpriu 6 mandados de prisão preventiva e 6 de busca e apreensão expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, polo Cuiabá.
Entre os alvos da operação está um DJ que atuava como organizador de festas eletrônicas e, segundo as investigações, criava um ambiente propício para a comercialização de drogas sintéticas como MDMA (ecstasy), LSD e derivados de cannabis, além de cocaína.
As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Alta Floresta. Durante a operação, houve prisões em flagrante e apreensão de drogas e armas de fogo.
De acordo com a Polícia Civil, dois dos investigados já estavam presos por outras ocorrências e tiveram novos mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça.
Investigação
As investigações apontaram que o grupo escolhia deliberadamente o ambiente de festas eletrônicas para atuar no tráfico de drogas. Os elementos coletados indicam que a organização criminosa possuía uma estrutura organizada e atuava de forma contínua na comercialização dos entorpecentes.
Segundo a polícia, os investigados também utilizavam métodos para dificultar o rastreamento financeiro das atividades ilícitas. Os pagamentos eram realizados principalmente por meio de transferências via Pix, utilizando contas de empresas ou de terceiros, conhecidos como “laranjas”.