Espaço para comunicar erros nesta postagem
O desabamento de parte da estrutura de uma torre de transmissão provocou a morte de dois trabalhadores na manhã desta terça-feira (13), no município de Prainha, região oeste do Pará. O acidente ocorreu em um terreno público localizado no bairro da Paz, em uma área conhecida como Canta Galo.
A torre, que estava desativada há vários anos, passava por um processo de desmontagem quando a estrutura cedeu. As vítimas foram identificadas como Edirley Teles Pinheiro e Nando Carvalho, que atuavam no serviço no momento do colapso.
Segundo relatos de moradores, os trabalhadores realizavam a retirada da torre quando houve o desabamento. Ambos chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal Wilson Ribeiro, mas não resistiram à gravidade dos ferimentos.
Em entrevista à TV Tapajós, a Polícia Civil informou que uma apuração preliminar indica, inicialmente, a ocorrência de um acidente. No entanto, o caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias do desabamento e eventuais responsabilidades.
Ainda de acordo com a polícia, uma empresa terceirizada havia sido contratada pela Prefeitura de Prainha para executar o serviço de desativação da antena, que não estava mais em funcionamento. O fato de a estrutura estar localizada em área pública amplia o debate sobre fiscalização, segurança do trabalho e gestão de riscos.
Nota de pesar
A Prefeitura de Prainha divulgou nota oficial lamentando a morte dos trabalhadores, mas não se manifestou sobre a responsabilidade pela torre de transmissão.
“A Prefeitura Municipal de Prainha manifesta profundo pesar pelo trágico acidente que vitimou Edirley Teles Pinheiro e Nando Carvalho.
Neste momento de dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando força, conforto e serenidade para enfrentar essa irreparável perda.
Que Deus conceda descanso eterno às vítimas e ampare a todos que sofrem com essa tragédia.”
A equipe de jornalismo da TV Tapajós tentou contato com o secretário municipal de Administração para esclarecer a quem cabia a responsabilidade pela estrutura, mas, até a última atualização desta reportagem, não houve retorno.
Comentários