A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou recentemente um projeto de lei que institui diretrizes nacionais obrigatórias para a implementação da educação climática, ambiental e sustentável no currículo escolar da educação básica, tanto em instituições públicas quanto privadas. O objetivo é aprimorar a abordagem sobre as questões ambientais, conforme detalhado no substitutivo do relator, deputado Dagoberto Nogueira (PP-MS).

A proposta exige que temas como justiça climática, equidade ambiental, economia circular e o desenvolvimento de competências socioemocionais, como empatia e cooperação, sejam integrados às disciplinas tradicionais. Essa inclusão visa preparar os estudantes para os desafios do futuro e promover uma consciência ambiental desde cedo.

Abordagem prática e participativa

Para garantir uma aplicação efetiva, o texto aprovado estabelece que as escolas incorporem atividades práticas em seus planos pedagógicos. Entre as ações previstas estão a criação de hortas escolares e sistemas de compostagem, além de campanhas de reciclagem e uso consciente de recursos.

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Outras iniciativas incluem programas de aprendizagem ao ar livre e aulas em espaços naturais, como parques e áreas verdes. Essa metodologia busca proporcionar uma experiência mais imersiva e engajadora para os alunos, conectando o aprendizado teórico à realidade.

O substitutivo, elaborado pelo deputado Dagoberto Nogueira, unifica o Projeto de Lei 4820/24, do deputado Max Lemos (União-RJ), e outras propostas apensadas. Nogueira justificou que, embora a Política Nacional de Educação Ambiental já aborde o tema, a nova legislação confere maior concretude e um foco mais específico nas mudanças climáticas e na prática.

A implementação das novas diretrizes respeitará a autonomia pedagógica das escolas, bem como as normativas já estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Próximos passos legislativos

O projeto seguirá para análise em caráter conclusivo nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, a proposta necessita da aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias