Os aposentados e pensionistas do INSS que comparecerem às urnas nas eleições de outubro estarão dispensados de realizar a prova de vida presencial neste ano. A validação do benefício ocorrerá de forma totalmente automática, facilitando o processo para milhões de segurados em todo o país.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Previdência Social, o procedimento simplificado será viabilizado pelo cruzamento de dados entre a Justiça Eleitoral e o banco de dados da autarquia previdenciária. Assim que o cidadão registra seu voto na urna, a informação é compartilhada com o órgão para atualizar o cadastro.
A prova de vida é uma exigência anual obrigatória para quem recebe aposentadorias, pensões ou auxílios assistenciais. Esse mecanismo é fundamental para evitar fraudes e assegurar que os pagamentos mensais continuem sendo depositados de maneira regular para os legítimos beneficiários.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacou o impacto positivo da iniciativa na rotina dos cidadãos. De acordo com o chefe da pasta, a possibilidade de realizar a comprovação por meio do comparecimento eleitoral reduz a burocracia para os pensionistas.
“A prova de vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explicou o ministro.
Atualmente, essa rotina de verificação atinge cerca de 40 milhões de segurados ativos em todo o Brasil. A mudança representa um avanço significativo na digitalização dos serviços públicos federais, poupando tempo e esforço físico de idosos e pessoas com limitações de mobilidade.
Desde 2019, o comparecimento presencial às agências bancárias ou postos de atendimento deixou de ser a única regra. O INSS passou a adotar uma postura proativa, buscando registros em diversos bancos de dados governamentais para atestar que o beneficiário continua vivo, diminuindo filas e custos operacionais.
