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Quinta-feira, 13 de Agosto 2026
Economia

Vendas no comércio sobem 0,5% em junho e fecham semestre com alta de 1,9%

Apesar do recuo no segundo trimestre, o varejo acumula alta de 1,6% em 12 meses, impulsionado pela inflação mais baixa e mais empregos.

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Vendas no comércio sobem 0,5% em junho e fecham semestre com alta de 1,9%
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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As vendas no comércio brasileiro registraram crescimento de 0,5% entre maio e junho, fechando o primeiro semestre com expansão de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).

Na comparação com junho do ano passado, a alta foi de 2,9%, mantendo uma trajetória positiva de 1,6% no acumulado de 12 meses. Apesar do recuo de 0,4% no segundo trimestre frente aos três primeiros meses do ano, o desempenho atual posiciona o setor apenas 0,8% abaixo do pico histórico registrado em março de 2026.

De acordo com Cristiano Santos, analista da pesquisa do IBGE, o setor atingiu o segundo patamar mais elevado de toda a série histórica, iniciada no ano 2000. Ele pondera que há um efeito estatístico no resultado, pois atingir o ponto mais alto dificulta a manutenção de ritmos intensos de crescimento contínuo.

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Ao analisar o comportamento mês a mês ao longo do ano, constata-se grande estabilidade, com apenas um período de queda registrada:

  • Janeiro: 0,5%
  • Fevereiro: 0,8%
  • Março: 0,8%
  • Abril: -1,5%
  • Maio: 0,3%
  • Junho: 0,5%

Desaceleração da inflação impulsiona o setor

O economista do IBGE destaca que o consumo em junho foi impulsionado pela forte perda de fôlego da inflação, que desacelerou de 0,58% em maio para 0,16% em junho. Outro elemento decisivo para a expansão do varejo foi o avanço de 1,1% no contingente de pessoas ocupadas no mercado de trabalho.

Apesar do saldo positivo no indicador geral, o desempenho foi heterogêneo entre os segmentos pesquisados, com metade das oito atividades apresentando alta:

  • Combustíveis e lubrificantes: -1,7%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -2,6%
  • Móveis e eletrodomésticos: 0,4%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria: 0,2%
  • Livros, jornais, revista e papelaria: -9,9%
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -1,3%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,4%

Desempenho do varejo ampliado

No comércio varejista ampliado — modalidade que inclui veículos, motos, peças, material de construção e o atacado de alimentos e bebidas —, o indicador encolheu 1,0% em junho. Ainda assim, a modalidade encerrou o semestre com ganho de 1,9% e avanço de 0,8% em 12 meses, figurando 2,1% abaixo do topo histórico obtido em fevereiro de 2026.

Panorama no conjunto da economia

A divulgação da PMC encerra o ciclo de pesquisas conjunturais mensais do IBGE. O panorama econômico do mês mostra um quadro misto: enquanto a produção industrial recuou 1,8% em junho (acumulando alta de 1,5% no semestre), o setor de serviços ficou estagnado em 0%, mantendo expansão acumulada de 2,0% nos primeiros seis meses do ano.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
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