Espaço para comunicar erros nesta postagem
Mulheres transexuais custodiadas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia, denunciaram uma série de abusos sexuais e agressões cometidos por homens cisgêneros que, segundo os relatos, estariam fingindo identidade feminina para conseguir transferência para alas destinadas a detentas trans.
As denúncias ganharam repercussão após um parecer e relatos obtidos pelo portal Metrópoles apontarem que a situação dentro da unidade teria se tornado um cenário de medo constante. Segundo as informações divulgadas, vítimas relatam estupros, espancamentos, ameaças e coerções praticadas por detentos que teriam conseguido acesso às alas femininas por meio de autodeclaração de identidade de gênero.
Dados da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), obtidos via Lei de Acesso à Informação, mostram que o número de pessoas que passaram a se declarar transexuais na Colmeia saltou de 19 para 86 em pouco mais de um ano. Conforme a reportagem, 85 dessas autodeclarações teriam ocorrido após o início dos processos judiciais.
Os relatos descrevem episódios de violência física e sexual dentro das celas. Em alguns casos, as vítimas afirmam que eram obrigadas a manter relações sexuais sob ameaça de agressões. O caso reacendeu o debate sobre os critérios adotados pelo sistema prisional para transferência de detentos e sobre a segurança de mulheres trans dentro das unidades femininas.
Até o momento, não houve manifestação oficial detalhada das autoridades do Distrito Federal sobre as denúncias apresentadas na reportagem.