O touro Cifrão FVC, um dos reprodutores de destaque da raça Nelore, morreu após construir uma trajetória marcada pela produção e comercialização de 262.329 doses de sêmen. A genética do animal chegou a rebanhos de diferentes regiões do Brasil ao longo de sua carreira.
A morte foi anunciada pela CRV Lagoa, central de genética da qual Cifrão fazia parte da bateria de reprodutores. O animal também ganhou projeção pela valorização alcançada no mercado: em 2021, chegou a ser avaliado em aproximadamente R$ 1,87 milhão.
Nascido em 27 de outubro de 2015, Cifrão tinha registro FVC 10971 e era filho de Campeão da MN em matriz da linhagem Playboy da Matinha.
Ao longo dos anos, o reprodutor ganhou espaço na pecuária por características associadas à habilidade maternal, longevidade produtiva, precocidade, acabamento e rendimento de carcaça.
Avaliado em quase R$ 2 milhões
A valorização de Cifrão ficou evidente em 2021, durante o Leilão Elite Provada. Na ocasião, 51% das cotas do animal foram comercializadas por R$ 940 mil, resultado que projetou sua avaliação total para aproximadamente R$ 1,87 milhão naquele período.
Além do valor comercial, os números físicos do reprodutor também chamavam atenção. Aos quatro anos e quatro meses, Cifrão pesava 1.180 quilos e apresentava 44 centímetros de circunferência escrotal.
As avaliações realizadas ao longo de sua trajetória apontavam ainda características consideradas relevantes tanto para a formação de matrizes quanto para a produção de carne.
Mais de 262 mil doses comercializadas
Um dos números que dimensionam o legado de Cifrão está na reprodução. Foram 262.329 doses de sêmen, levando sua genética para propriedades rurais e rebanhos espalhados pelo país.
O touro foi criado pela Fazenda Vera Cruz, em Barra do Garças/MT, responsável pelo projeto Nelore Vera Cruz. O trabalho de seleção genética teve início em 1990 e é voltado à criação de animais Nelore PO, utilizando avaliações genéticas, provas de desempenho e ultrassonografia de carcaça.
Em publicação institucional realizada em 2025, o próprio Nelore Vera Cruz já apresentava Cifrão entre os principais nomes de sua seleção e destacava a marca superior a 262 mil doses comercializadas.
Com a morte do reprodutor, permanece um legado que vai além de sua valorização milionária: a genética de Cifrão continuará presente em gerações de animais descendentes espalhadas pelo Brasil.