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Domingo, 06 de Setembro 2026
Política

São Paulo registra mais de 58 mil casos de dengue e 42 mortes em 2024

Autoridades investigam outras 30 mortes; estado intensifica medidas de controle da arbovirose

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Por Pagina1mt
São Paulo registra mais de 58 mil casos de dengue e 42 mortes em 2024
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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O estado de São Paulo já confirmou 58.683 casos de dengue desde o início de 2024, com 42 óbitos registrados até o momento. Outras 30 mortes seguem sob investigação pelas autoridades de saúde, o que indica um cenário de alerta para a arbovirose na região.

A Secretaria da Saúde detalhou que, do total de casos confirmados, 57.402 foram classificados como dengue comum, 1.180 como dengue com sinais de alarme e 101 como dengue grave. Os casos com sinais de alarme apresentam sintomas como vômitos persistentes, dores abdominais intensas e sangramentos, enquanto a forma grave pode levar a choque, desconforto respiratório ou falência de órgãos.

Paralelamente, mais de 297 mil suspeitas da doença foram descartadas, e 7.256 casos ainda aguardam análise final, seja por meio de exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos.

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Municípios mais afetados

Taubaté se destaca como o município com o maior número de mortes confirmadas pela dengue, totalizando sete óbitos em diferentes faixas etárias, desde crianças de 10 anos até idosos com mais de 80 anos.

Medidas de controle e prevenção

A Secretaria da Saúde informou que o acompanhamento da arbovirose é contínuo, com atenção redobrada durante o período de maior transmissão, entre outubro e maio. Recentemente, foi lançado o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, visando adaptar as ações de saúde pública ao provável aumento de casos.

Este plano inclui a identificação de áreas prioritárias, o reforço das salas de situação e o suporte aos municípios na organização da vigilância epidemiológica e da rede de atendimento. A secretaria também assegura a checagem constante de estoques de medicamentos e insumos essenciais.

As autoridades locais são incentivadas a atualizar seus planos de contingência. A capacidade de atendimento pode ser ampliada temporariamente conforme a evolução do cenário epidemiológico. O Governo de São Paulo tem destinado recursos significativos para a Atenção Primária à Saúde, com mais de R$ 1,5 bilhão repassados aos municípios em 2024, considerando o enfrentamento das arboviroses urbanas como um dos critérios para o financiamento.

FONTE/CRÉDITOS: Letycia Treitero Kawada – Repórter da Agência Brasil
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