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A influenciadora digital Daniella Motta viralizou nas redes sociais ao dizer ter sido criticada por outra mulher em uma praia de Florianópolis (SC). A confusão, ocorrida em 6 de janeiro, teria sido motivada, segundo a influencer, por um piercing que ela ostenta nas partes íntimas.
Com mais de 800 mil seguidores no Instagram, a jovem é produtora de conteúdo adulto e mantém uma conta no Onlyfans.
Essa, no entanto, não é a primeira vez que Dani viraliza por causa de um episódio polêmico. Em 2023, ela publicou um vídeo em que contava que foi hostilizada em uma academia de Florianópolis por treinar usando um sunquíni 一 um biquíni com formato de shortinho.
Daniella explicou que a gerente pediu que ela usasse roupas mais longas na academia, para que outras pessoas não ficassem “constrangidas” ou “incomodadas”.
No mesmo ano, ela publicou um vídeo no Instagram em que pedia a ajuda do papa Francisco após perceber que suas vendas na plataforma +18 estavam diminuindo. Ela pediu que o pontífice “abençoasse suas fotos” para voltar a faturar mais.
Em seu perfil no Instagram, Daniella costuma postar fotos de biquíni e na academia. Alguns dos vídeos publicados por ela também envolvem piadas com conotação sexual.
Nesta semana, a influenciadora voltou a viralizar após usar suas redes sociais para desabafar sobre a situação, afirmando que não é a primeira vez que passa por esse tipo de constrangimento: “É a segunda vez que isso está acontecendo, tá? Só porque eu tenho piercing na minha [parte íntima], as pessoas ficam me discriminando na praia. A moça está aqui falando horrores para mim”.
Ainda na gravação, a mulher confrontou a influencer: “O espaço é público e você tem que respeitar os homens casados e as crianças que estão passando aqui”. Dani responde: “Vai cuidar do teu tabaco. A praia é pública”.
Piercing íntimo é crime ou não?
Dependendo da situação — da pessoa que usa o piercing íntimo ou de terceiros que se sintam ofendidos — o caso pode ser registrado na Polícia Civil e pode ser apurado como ato obsceno, constrangimento, injúria ou até difamação.
A exposição de um piercing íntimo em uma praia, se ocorrer de forma acidental e discreta, geralmente não é considerada ato obsceno. No entanto, se a exposição for intencional, ostensiva ou acompanhada de comportamento com conotação sexual, ela pode ser enquadrada como ato obsceno, configurando crime no Brasil.
O constrangimento gerado pela situação pode ter duas vertentes:
- Para a pessoa com o piercing: se ela foi hostilizada, ofendida ou discriminada por outras pessoas na praia, ela é a vítima e pode denunciar o caso à polícia por crimes como injúria ou difamação.
- Causado pela exposição: se a exposição foi intencional e causou constrangimento a terceiros (outras famílias, crianças etc.), a pessoa que expôs pode ser responsabilizada criminalmente.
“Corpo não é objeto”
Em nota, Dani Motta afirma que repudia a agressão e o constrangimento relatados no vídeo. “É inaceitável que uma mulher seja hostilizada e responsabilizada pelo comportamento de terceiros, em uma clara tentativa de culpabilização da vítima”, declara.
“O corpo de uma mulher não é objeto de julgamento público. A liberdade de ir e vir, de usar o que bem entender e de fazer as escolhas que quiser sobre seu próprio corpo é um direito que não pode ser violado”, prossegue Dani. A jovem encerra agradecendo o apoio que tem recebido.
Veja vídeo e fotos:



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