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O Relógio do Juízo Final avançou três segundos no último ano e agora marca 85 segundos para a meia-noite, o ponto mais crítico desde sua criação. O indicador é atualizado anualmente pelo Boletim de Cientistas Atômicos e simboliza o grau de risco existencial enfrentado pela humanidade.
De acordo com os especialistas, o avanço está ligado ao aumento das tensões entre potências nucleares como Estados Unidos, Rússia e China, ao enfraquecimento de acordos de controle de armas e aos conflitos em andamento na Ucrânia e no Oriente Médio. O rápido avanço da inteligência artificial e seus impactos ambientais também foram apontados como fatores de preocupação.
Criado em 1947, o relógio inicialmente marcava sete minutos para a meia-noite. A maior distância do limite ocorreu em 1991, após o fim da Guerra Fria, quando acordos de desarmamento nuclear fizeram o marcador recuar para 17 minutos.
O boletim também destacou os riscos das mudanças climáticas, afirmando que governos têm falhado em adotar políticas eficazes para conter o aquecimento global. Além disso, alertou para a possibilidade de uma escalada nuclear causada por erro de cálculo ou acidente.
Segundo os pesquisadores, o Relógio do Juízo Final não prevê literalmente o fim do mundo, mas funciona como um alerta sobre a urgência de cooperação internacional, controle de armas e ações ambientais mais rigorosas.