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Terça-feira, 11 de Agosto 2026
Política

Projeto de lei exige audiência para agressores antes da soltura, reforçando a Lei Maria da Penha

A proposta, que visa fortalecer a proteção contra a violência doméstica, segue em análise na Câmara dos Deputados

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Projeto de lei exige audiência para agressores antes da soltura, reforçando a Lei Maria da Penha
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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O Projeto de Lei 1922/26, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), propõe uma alteração significativa na Lei Maria da Penha. A iniciativa visa instituir uma audiência obrigatória para agressores de mulheres antes que sejam efetivamente colocados em liberdade, seja após a revogação da prisão preventiva ou a concessão de liberdade provisória. Esta proposta, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, busca intensificar a proteção às vítimas de violência doméstica e familiar.

A audiência em questão deverá ser realizada em um período máximo de 24 horas a partir da expedição do alvará de soltura. Além de seu caráter informativo, ela terá a função de reforçar as medidas protetivas já estabelecidas e poderá encaminhar o agressor para programas especializados de recuperação e reeducação, visando prevenir a reincidência.

Laura Carneiro enfatiza que o principal objetivo da proposta é fortalecer o cumprimento das medidas protetivas, especialmente no momento crucial em que o agressor deixa a prisão. Segundo a parlamentar, a presença compulsória nesta audiência reafirma o compromisso do agressor com o processo penal.

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Adicionalmente, permite que ele seja formalmente alertado sobre as graves consequências do descumprimento das determinações judiciais. "Este é um esforço relevante para garantir proteção à vítima em sua realidade concreta e constranger o agressor ao afastamento e à contenção de seus impulsos violentos", afirmou a deputada.

Próximos passos do Projeto de Lei 1922/26

O PL 1922/26 seguirá para análise em caráter conclusivo nas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se torne lei, será indispensável a aprovação tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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