O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acolheu, nesta segunda-feira (9), o líder sul-africano Cyril Ramaphosa para uma visita de Estado. O encontro tem como meta primordial impulsionar o comércio bilateral e explorar novas parcerias, especialmente nos setores de turismo e investimentos.

Ramaphosa foi formalmente recebido no Palácio do Planalto, por volta das 10h. A programação oficial contempla uma reunião privada entre os dois chefes de Estado, seguida de um diálogo mais abrangente com a participação de suas respectivas equipes governamentais. A agenda também prevê a assinatura de acordos e uma declaração conjunta à imprensa.

Brasil e África do Sul cultivam uma parceria estratégica desde 2010, o que denota um patamar elevado em suas relações diplomáticas. A pauta bilateral abrange discussões sobre defesa, segurança, energia nuclear, investimentos, cooperação mútua e acesso a mercados. Adicionalmente, ambas as nações colaboram ativamente em diversos fóruns multilaterais.

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O volume de comércio entre Brasil e África do Sul atingiu a marca de US$ 2,3 bilhões no ano de 2025. Entre os principais itens exportados pelo Brasil, destacam-se carnes de aves e miudezas (16,2%), açúcares e melaços (8,3%), e veículos rodoviários (6,9%). Por outro lado, as importações brasileiras provenientes da África do Sul foram dominadas por prata, platina e outros minerais do grupo da platina (53,9%).

Concluída a programação no Palácio do Planalto, as delegações se dirigem ao Palácio Itamaraty para um almoço e a cerimônia de abertura do Fórum Empresarial Brasil – África do Sul. Em seguida, o presidente sul-africano cumprirá a tradição das visitas de Estado, visitando o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

Durante seu mandato atual, o presidente Lula já esteve na África do Sul em duas ocasiões significativas: em 2023, para a 15ª Cúpula do Brics – um bloco que inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã – e, em 2025, para a 20ª Reunião de Cúpula do G20.

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil