A investigação da Polícia Civil durante a Operação Ragnarok, deflagrada na manhã desta sexta-feira (3), comprovou que a facção criminosa que movimentou mais de R$ 10 milhões em Mato Grosso tinha o núcleo financeiro comandado por 4 mulheres. Além delas, outros integrantes da organização investigada por tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro foram alvos de 104 ordens judiciais cumpridas em Lucas do Rio Verde e região.

Ao todo foram 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop. As quatro mulheres tinham a função de gerenciar os recursos obtidos com a venda de entorpecentes e com cobranças internas da facção.

Os valores eram repassados para outros investigados e também destinados a uma conta jurídica, posteriormente identificada como pertencente a uma empresa de fachada utilizada para ocultar a origem ilícita do dinheiro. De acordo com a investigação, os recursos eram pulverizados por meio de diversas transações financeiras entre diferentes contas bancárias, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento dos valores até chegarem ao gerente da facção, que, segundo a Polícia Civil, está no Rio de Janeiro.

Leia Também:

"Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro", afirmou a delegada Paula de Fátima Moreira Barbosa.

A Operação Ragnarok integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026 e faz parte da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado. 

(Com informações da assessoria). 

FONTE/CRÉDITOS: Vithória Sampaio - GAZETA DIGITAL