Uma mulher, de 53 anos, foi sentenciada a 40 anos de prisão no estado do Texas, nos Estados Unidos, após ser considerada culpada por manter dois filhos adotivos em condições degradantes dentro de casa.

A condenação de Susan Rae Helton foi proferida em 28 de janeiro pelo Tribunal do Condado de Comal e divulgada dias depois pela promotoria local.

Ela respondeu por quatro acusações de lesão corporal contra os dois adolescentes, um menino e uma menina, então com 13 e 14 anos. Segundo as investigações, ambos pesavam cerca de 20 quilos quando foram resgatados — um índice muito abaixo do esperado para a idade.

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De acordo com o Ministério Público, os jovens eram mantidos em gaiolas de formato triangular dentro da residência. Eles relataram às autoridades que o confinamento era justificado pela mãe adotiva como forma de evitar que “roubassem comida”.

Dentro das estruturas, precisavam ler, estudar e até se exercitar. A alimentação era restrita, e, segundo depoimentos, os dois eram castigados com golpes de cinto caso fossem flagrados tentando pegar alimentos na cozinha.

Outras crianças adotadas por Susan ao longo dos anos confirmaram os maus-tratos, descrevendo o confinamento como uma forma de punição recorrente. Ao todo, além das duas vítimas principais, outras seis crianças passaram pela casa como parte do sistema de acolhimento.

Durante o processo, Susan admitiu que colocava os filhos nas gaiolas. Em um primeiro momento, afirmou que a medida era necessária porque eles seriam “viciados em açúcar”. Posteriormente, declarou em juízo que utilizava o confinamento para conseguir “descansar”.

No tribunal, a adolescente relatou que ainda enfrenta traumas e pesadelos envolvendo a mãe adotiva. O irmão afirmou que a rotina na casa era marcada pelo medo constante e pela necessidade de encontrar maneiras de sobreviver e proteger a irmã.

Após as denúncias, todas as crianças foram retiradas da residência. Durante o julgamento, a promotora Jessica Frazier afirmou aos jurados que a ré havia assumido a responsabilidade de oferecer um lar seguro às vítimas, mas optou por submetê-las a tratamento cruel e privação de necessidades básicas.

Com a sentença, Susan Rae Helton deverá cumprir quatro décadas de prisão pelo conjunto de crimes cometidos contra os filhos adotivos.

FONTE/CRÉDITOS: FOLHA DO ESTADO