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Quinta-feira, 10 de Setembro 2026
Política

Moradores de favelas do Rio priorizam educação e trabalho nas eleições

Eleitores periféricos buscam serviços públicos essenciais e criticam foco exclusivo em operações policiais durante o pleito.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Moradores de favelas do Rio priorizam educação e trabalho nas eleições
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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Com o pleito de outubro se aproximando no Rio de Janeiro, moradores de favelas apontam a educação, a empregabilidade e o acesso a serviços básicos como prioridades urgentes, deixando a pauta tradicional de segurança pública em segundo plano. O levantamento envolve 2,1 milhões de eleitores que vivem em comunidades fluminenses e cobram presença social do Estado para combater a histórica desigualdade territorial.

Mobilidade e mercado de trabalho

A dificuldade de deslocamento entre as periferias e os centros urbanos impacta diretamente a rotina e o acesso ao mercado formal. Jovens ativistas do Complexo do Alemão e da Rocinha relatam entraves no transporte coletivo que dificultam o estudo e o lazer, além de encarecerem a busca por empregos.

Além da frota reduzida de ônibus, a revisão do regime de trabalho 6x1 é vista como essencial. Para os trabalhadores locais, jornadas exaustivas associadas a longos trajetos impedem a qualificação profissional e o tempo de convivência familiar.

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Demandas por educação e saúde

No setor educacional, a demanda por cursos técnicos, polos universitários periféricos e ampliação de vagas em creches inclusivas ganha força. Moradores cobram projetos contínuos, criticando o encerramento precoce de formações profissionalizantes nas comunidades do Rio.

O combate ao racismo estrutural e melhorias no atendimento à saúde também são reivindicados. Especialistas e gestores culturais ressaltam que o racismo ambiental e a precariedade habitacional afetam diretamente o bem-estar físico e emocional das famílias.

Visão sobre a segurança pública

Diferente do foco de discursos eleitorais baseados no confronto armado, eleitores periféricos defendem uma segurança pública pautada na inteligência e na garantia de direitos. A rotina de operações policiais interrompe aulas, fecha postos de saúde e expõe moradores a riscos constantes.

A professora Eblin Farage, da UFRJ, pondera que a ausência de políticas históricas eficientes de proteção faz com que a população busque compromissos diretos com o Legislativo para garantir investimentos estruturais nos territórios.

FONTE/CRÉDITOS: Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
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