O presidente estadual do Podemos e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi, confirmou o rompimento das negociações políticas com o grupo liderado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e anunciou que o partido disputará o Governo de Mato Grosso com candidatura própria.
A decisão representa uma das principais mudanças no cenário político estadual desde o início das articulações para a sucessão do governador Mauro Mendes (União Brasil). Até então, o Podemos participava das conversas para integrar a chapa governista, mas as negociações foram encerradas após a definição da composição encabeçada por Pivetta.
Segundo Max Russi, a legenda optou por construir um projeto independente para a eleição estadual, entendendo que Mato Grosso precisa de uma nova alternativa política. Embora tenha descartado novamente disputar pessoalmente o Governo do Estado, o presidente do partido afirmou que o Podemos apresentará um candidato próprio ao Executivo estadual.
A ruptura ocorre depois da consolidação da chapa governista com a escolha do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) para a vaga de vice-governador. A definição encerrou as tratativas envolvendo o Podemos e levou a legenda a abandonar as negociações que buscavam sua permanência na base de apoio ao projeto liderado por Pivetta.
Nos bastidores, dirigentes do partido avaliam que a construção de uma candidatura própria permitirá ao Podemos dialogar com lideranças e eleitores que não se identificam com os grupos que atualmente polarizam a sucessão estadual. A expectativa é reunir apoios em torno de uma alternativa considerada independente na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Apesar da confirmação da candidatura própria, o nome que representará o Podemos ainda não foi divulgado. A definição deverá ocorrer durante a convenção partidária, quando a legenda oficializará sua chapa para as eleições.
Com a decisão anunciada por Max Russi, o cenário eleitoral em Mato Grosso ganha um novo componente. Além das pré-candidaturas já colocadas, o Estado passa a contar com a perspectiva de uma terceira força na disputa pelo Governo, ampliando as possibilidades de composição política e tornando a sucessão estadual ainda mais competitiva.