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Sábado, 19 de Setembro 2026
Justiça

Marcha Trans & Travesti reúne manifestantes no Rio em defesa da democracia

Atos no centro da capital fluminense cobraram direitos e ofereceram serviços como retificação de nome civil e exames de saúde.

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Por Pagina1mt
Marcha Trans & Travesti reúne manifestantes no Rio em defesa da democracia
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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A quinta edição da Marcha Trans & Travesti ocupou o centro do Rio de Janeiro na tarde deste sábado (19) para reivindicar a garantia de direitos e defender a democracia. O ato reuniu ativistas e apoiadores em uma mobilização que alinhou posicionamento político, apresentações culturais e oferta de serviços de saúde e cidadania.

Segundo Gab Van, um dos organizadores da manifestação, o conceito de democracia precisa abarcar todas as pessoas de forma prática. "A democracia também se mede pela possibilidade concreta de a pessoa existir, de ela ter o direito de circular pela cidade, trabalhar, estudar, cuidar da sua saúde, cuidar do seu corpo, construir os seus afetos", afirmou, destacando que a comunidade não aceitará ser excluída.

Origem e contexto eleitoral

Inspirada em uma caminhada pioneira realizada em 1993 da Candelária até a Cinelândia, a caminhada atual faz parte do calendário oficial desde 2022. Os idealizadores reforçam a importância de ocupar as ruas durante o período eleitoral, momento em que pautas ligadas à população trans costumam ser exploradas em discursos de "pânico moral" por concorrentes políticos.

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Ações de saúde e cidadania

Além dos protestos políticos e das atrações artísticas, o público teve acesso a atendimentos sociais. A Secretaria Municipal de Saúde ofereceu vacinação contra a gripe e testes para HIV e ISTs. Já o Núcleo de Diversidade Sexual da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (Nudiversis) auxiliou nos trâmites de alteração do nome civil.

Entre as pessoas atendidas estava a universitária Helena, de 22 anos, que foi acompanhada pela mãe, a supervisora Edna Oliveira, para dar entrada na alteração dos documentos. A jovem iniciou a transição de gênero há dois anos.

"Essa decisão foi construída ao longo de um tempo. E eu, como mãe, estou aqui para apoiá-la. A Helena já faz faculdade, ela precisa dessa identificação nova para quando pegar o diploma já seguir a vida dela com esse nome", pontuou Edna.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil
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