Mãe confessa ter matado os dois filhos, de 1 e 5 anos, enquanto dormiam no Paraná
Franciele Gawleta foi presa em flagrante por homicídio. Ela enviou um áudio a um familiar contando que as vítimas estavam no carro. Defesa informou que a suspeita colabora com as autoridades.
Por Pagina1mt
Corpos estavam em carro abandonado na rodovia — Foto: Cedidas/Cleverson Rodrigues
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Um crime de extrema violência chocou o Norte Pioneiro do Paraná. Franciele Gawleta confessou à Polícia Civil ter assassinado os dois próprios filhos — um menino de 5 anos e uma menina de apenas 1 ano — enquanto as crianças dormiam. O caso veio à tona após os corpos das vítimas serem localizados dentro de um veículo abandonado próximo ao Rio das Cinzas, na rodovia PR-436, entre as cidades de Bandeirantes e Itambaracá.
Segundo informações prestadas pelo delegado Denner Roque, responsável pelas investigações, a acusada admitiu que o duplo homicídio foi cometido por asfixia dentro da residência da família, no município de Arapongas. Após sufocar os dois filhos, Franciele acomodou os corpos no interior do carro e dirigiu por aproximadamente 145 quilômetros até a rodovia estadual, onde abandonou o veículo destrancado.
Antes de fugir a pé, a mulher gravou mensagens de áudio direcionadas a um parente indicando a localização exata do carro. Na gravação, ela relatou que havia deixado as portas abertas e orientou: "Aí você manda alguém vir. Vem socorrer eles aqui". Alertadas pelas testemunhas, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas na região e capturaram a suspeita perto de um pesque-pague. Franciele foi autuada em flagrante por homicídio.
A apuração preliminar da Polícia Civil aponta que o casal travava uma disputa judicial pela guarda dos menores. O pai reside em Itambaracá, enquanto a mulher morava em Arapongas. De acordo com a linha principal de investigação da polícia, a motivação envolveria uma tentativa drástica de impedir qualquer contato futuro do pai com as crianças. Os corpos foram encaminhados à Polícia Científica para exames necroscópicos detalhados.
Em nota oficial, a defesa de Franciele Gawleta declarou que os fatos estão sendo esclarecidos dentro do devido processo legal e ressaltou o compromisso de colaboração com a Justiça, sustentando o direito constitucional à presunção de inocência. O inquérito policial segue aberto para elucidar a cronologia e a dinâmica do crime.
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