Clara Thaís Silva Maia, de 18 anos foi esfaqueada no pescoço pelo namorado na madrugada de segunda-feira (26), em Umarizal, no Rio Grande do Norte. Eduardo Ronald Ferreira, também de 18 anos, foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio. A Polícia Civil investiga se o ataque teve relação com uma discussão sobre o resultado da eleição presidencial.
De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, o próprio suspeito acionou a Polícia Militar e admitiu ter golpeado a namorada com uma faca. Os policiais chegaram à residência por volta das 2h24 e encontraram a vítima ferida, com a arma utilizada no ataque nas proximidades. A jovem recebeu atendimento inicial no hospital de Umarizal e precisou ser transferida para uma unidade de referência.
Segundo a advogada da vítima, Helena Belmont, a agressão aconteceu depois que a jovem comemorou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A representante afirma que o namorado estaria inconformado com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL). Essa versão, no entanto, ainda depende de confirmação pela investigação. À CNN, a advogada informou que a jovem ainda não havia sido ouvida pela polícia.
Os ferimentos atingiram o pescoço e a traqueia, exigindo cirurgia e internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na sexta-feira (30), a jovem apresentou melhora e foi transferida para a enfermaria. Conforme relato da mãe, ela ainda não consegue falar normalmente, emite apenas alguns sons e precisará passar por outros procedimentos.
A mãe contou que o namoro havia começado há cerca de seis meses. Segundo ela, o rapaz participava de manifestações favoráveis a Flávio Bolsonaro, enquanto a família da jovem apoiava Lula. Apesar das diferenças, afirmou que nunca havia presenciado comportamento agressivo do suspeito ao discutir política.
Após a prisão em flagrante, o investigado passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva, conforme reportagem do Metrópoles. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da agressão e a possível motivação política. A defesa do suspeito não havia sido localizada pela reportagem reproduzida pelo Correio.