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Terça-feira, 08 de Setembro 2026
Justiça

Gilmar Mendes vê desequilíbrio eleitoral em afastamento de diretores da PF

Ao pedir vista no STF, ministro apontou atropelo regimental e defendeu que decisão do caso cabe ao Plenário da Corte.

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Por Pagina1mt
Gilmar Mendes vê desequilíbrio eleitoral em afastamento de diretores da PF
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta terça-feira (8) o afastamento de diretores da PF determinado pelo colega André Mendonça. Ao pedir vista do processo na Segunda Turma, Mendes alertou para o risco de desequilíbrio no cenário político-eleitoral e defendeu que o julgamento ocorra no Plenário da Corte.

Apesar da interrupção provocada pelo pedido de vista, a medida cautelar contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, continua válida. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques já acompanharam o relator André Mendonça, formando maioria no colegiado a favor da suspensão preventiva determinada a pedido do Partido Novo.

Alertas sobre precedentes e o sistema acusatório

Em seu despacho, Gilmar Mendes ressaltou que a decisão pode contrariar o Regimento Interno do STF e o Código de Processo Penal. Ele citou a ADPF 1.017, referente ao caso do governador Paulo Dantas em 2022, na qual o STF determinou que o Poder Judiciário evite interferências diretas no processo eleitoral.

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Além disso, o ministro questionou a competência da Segunda Turma para analisar a questão. Como a investigação envolve menções a atos do ministro Alexandre de Moraes, da Primeira Turma, Gilmar entende que a prerrogativa de julgamento pertence ao Plenário do STF.

Falta de tempo e atuação da AGU

O magistrado também criticou a celeridade excessiva na inclusão da pauta virtual, liberada menos de uma hora antes da sessão. Segundo ele, o exíguo tempo inviabilizou o exame completo dos autos de uma medida cautelar de extrema gravidade.

Paralelamente, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o presidente do STF, ministro Edson Fachin, para requerer a derrubada imediata do afastamento de Andrei Rodrigues da chefia da corporação.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
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