Uma gerente administrativa foi presa em flagrante pela Polícia Civil, nessa quarta-feira (26), acusada de desviar mais de R$ 469 mil da empresa onde trabalhava, em Cuiabá. Segundo as investigações, ela teria usado o acesso ao sistema de benefícios dos funcionários para inserir créditos não autorizados em cartões vinculados a ela e a terceiros.
A prisão foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Capital, após o representante da empresa procurar a unidade e denunciar irregularidades identificadas no sistema de administração dos cartões de benefícios. A gerente era responsável pela gestão dos cartões junto à empresa terceirizada que fornecia o serviço.
Conforme as investigações, os desvios teriam começado em meados de 2024. O benefício inicialmente disponibilizado à funcionária era de R$ 150, mas os valores teriam sido aumentados gradativamente sem autorização. O levantamento preliminar aponta um prejuízo de R$ 469.524,00.
Investigação
O caso chegou ao conhecimento da empresa nesta semana, após o cartão vinculado à gerente ser bloqueado. Durante as apurações, foi identificado que ela teria inserido R$ 5 mil no cartão de um ex-funcionário e, posteriormente, enviado mensagens pelo WhatsApp solicitando que o dinheiro fosse transferido para uma conta de sua titularidade.
Segundo a Polícia Civil, o ex-funcionário não sabia que o crédito havia sido inserido de forma irregular. Assim que recebeu a denúncia, uma equipe da Derf foi até a sede da empresa e localizou a mulher, que foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos.
Durante o interrogatório, a gerente confessou ter realizado os créditos indevidos desde 2024 e também admitiu a inserção dos R$ 5 mil no cartão do ex-funcionário. Ela afirmou ainda que nenhum outro funcionário teria participado das irregularidades.
A mulher foi autuada em flagrante pelo crime de furto qualificado mediante abuso de confiança. Dois aparelhos celulares pertencentes a ela foram apreendidos e serão analisados durante o andamento das investigações.
Após os procedimentos, a gerente foi encaminhada para audiência de custódia e ficou à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua as investigações para identificar o prejuízo total e analisar todas as movimentações realizadas no sistema de benefícios.