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Sábado, 12 de Setembro 2026
Justiça

Flávio Bolsonaro nega crime de calúnia contra Lula em defesa escrita à PF

Senador abriu mão de depoimento presencial na Polícia Federal para entregar petição após conclusão de inquérito sobre publicação na rede social X.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Flávio Bolsonaro nega crime de calúnia contra Lula em defesa escrita à PF
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma defesa por escrito à Polícia Federal nesta terça-feira (28) para rebater a acusação de calúnia contra Lula. O parlamentar optou por não comparecer ao depoimento presencial que estava agendado pelos investigadores.

A oitiva estava prevista para as 14h, contudo a defesa encaminhou a petição diretamente ao delegado responsável. Por estar na condição de investigado, a legislação brasileira garante que o senador não é obrigado a prestar depoimento presencialmente.

Entenda a origem da investigação

O delegado Antônio Carlos Knoll informou o recebimento do documento ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração refere-se a uma publicação feita pelo parlamentar na rede social X no dia 3 de janeiro, data em que o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos.

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Na postagem, o senador declarou que o presidente seria delatado e associou a atuação do Foro de São Paulo a práticas como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e fraudes em eleições.

Relatório final e possibilidade de retratação

Em junho, a Polícia Federal concluiu o inquérito apontando que o parlamentar cometeu calúnia contra o chefe do Executivo. No entanto, o caso retornou à corporação após manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Gonet fundamentou o pedido na legislação penal, destacando que o investigado poderia apresentar retratação das declarações, caminho legal que pode isentá-lo de uma eventual condenação judicial.

Na petição entregue à PF, a defesa de Flávio Bolsonaro negou as acusações. O parlamentar sustenta que os tipos penais mencionados não foram atribuídos a Lula e que a imputação dos crimes ao presidente decorre de uma interpretação equivocada do texto publicado.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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