Com investimento público superior a R$ 50 milhões, a MT-010 ganhará pista dupla antes de ser entregue à gestão da iniciativa privada; entenda o projeto.

O cenário para quem trafega pela Rodovia Arquiteto Helder Cândia (MT-010), conhecida popularmente como Estrada da Guia, está prestes a mudar radicalmente. O Governo de Mato Grosso confirmou que irá realizar a duplicação de um trecho estratégico de 36 quilômetros, ligando o Rodoanel de Cuiabá ao Distrito da Guia.

No entanto, o que tem chamado a atenção — e gerado debates — é o destino da via após a conclusão das obras.

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O plano de investimento

A Secretaria de Infraestrutura (Sinfra-MT), sob o comando de Marcelo de Oliveira, já deu o sinal verde para o projeto que prevê a duplicação imediata do trecho. O investimento estimado ultrapassa a marca dos R$ 50 milhões em recursos públicos.

Além das novas pistas, o governo planeja a instalação de um posto de fiscalização e policiamento de trânsito para aumentar a segurança na região.

Da obra pública ao pedágio privado

A estratégia do Executivo estadual segue um modelo que divide opiniões: o Estado utiliza o dinheiro dos impostos para realizar a grande obra de melhoria e, logo em seguida, transfere a gestão para a iniciativa privada por meio de concessão.

O resultado prático para o motorista? A cobrança de pedágio.

A justificativa para a privatização é garantir a manutenção constante da via e a prestação de serviços de socorro, mas críticos questionam por que a concessão não ocorre antes da obra, para que a própria empresa vencedora arque com os custos da duplicação.

Pressão por expansão

Embora o projeto atual contemple apenas os 36 km até o Distrito da Guia, lideranças políticas e moradores da região pressionam para que a duplicação avance por pelo menos 100 km, chegando até Rosário Oeste.

O fluxo intenso de veículos e a quase inexistência de acostamento em vários pontos tornam a rodovia uma das mais perigosas da Baixada Cuiabana.

Por enquanto, o martelo está batido: a obra vai até a Guia, o asfalto novo vem com dinheiro público, e a conta da manutenção será paga pelo usuário nas futuras cancelas de pedágio.

As melhorias até a cidade de Rosário Oeste vão ter que esperar mais um pouco.

FONTE/CRÉDITOS: DA REDAÇÃO com RD NEWS