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Sexta-feira, 04 de Setembro 2026
Policial

Detento da PCE tem suspeita de câncer avançado e segue sem atendimento especializado

Relatório aponta neoplasia de característica maligna aparentemente metastática com acometimento da coluna vertebral

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Detento da PCE tem suspeita de câncer avançado e segue sem atendimento especializado
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Após uma série de reclamações relacionadas à falta de atendimento médico e a fortes dores, o detento Paulo Henrique Macedo Queiroz, custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, foi identificado pela equipe de saúde prisional com uma neoplasia de característica maligna, aparentemente metastática, com acometimento da coluna vertebral.

A informação consta em relatório técnico encaminhado à 2ª Vara Criminal de Cuiabá em 2 de setembro de 2026. O documento alerta para a gravidade do quadro e aponta que o preso ainda aguarda atendimento especializado com oncologista e neurocirurgião.

Segundo o relatório, uma tomografia computadorizada realizada no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), em 28 de julho, identificou alterações compatíveis com uma neoplasia de característica maligna aparentemente metastática, atingindo a coluna vertebral.

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A equipe de saúde da PCE afirma que o caso exige acompanhamento médico especializado, investigação complementar, seguimento oncológico e definição ou continuidade do tratamento em tempo oportuno.

O documento também registra que a unidade prisional vem realizando atendimentos dentro de sua estrutura. Em 11 de agosto, o detento passou por consulta com ortopedista e foi encaminhado ao Hospital de Câncer. Em 24 de agosto, após nova avaliação, houve encaminhamento para neurocirurgião e indicação de consulta com oncologista clínico.

Apesar dos encaminhamentos, o relatório informa que, até a data do documento, o paciente permanecia sem atendimento especializado nessas áreas. As solicitações estavam aguardando agendamento pelas centrais de regulação do SUS, por meio do SISREG e do REGULA MT.

A situação levou o Núcleo de Saúde da PCE a comunicar formalmente a Justiça sobre as dificuldades enfrentadas no atendimento. Segundo a equipe, a unidade não possui estrutura e recursos especializados suficientes para garantir integralmente o tratamento que o quadro pode exigir, incluindo consultas, exames de imagem, avaliação oncológica, radioterapia, quimioterapia, cirurgia e cuidados paliativos.

Saúde pede providências

Diante da gravidade do quadro e das limitações da estrutura prisional, a equipe de saúde da PCE decidiu levar a situação ao conhecimento da Justiça.

O relatório ressalta que a manifestação tem caráter técnico-assistencial e não representa uma decisão sobre qual medida judicial deve ser adotada. Ainda assim, a equipe sugere que sejam avaliadas providências capazes de garantir a continuidade e a integralidade do tratamento.

Entre as possibilidades apresentadas está, caso seja juridicamente cabível, a avaliação do cumprimento da medida em ambiente domiciliar junto à família, onde o paciente poderia contar com suporte familiar e acesso à rede de saúde.

O caso está sob análise da 2ª Vara Criminal de Cuiabá.

FONTE/CRÉDITOS: Redação | Estadão Mato Grosso