DAVOS, SUÍÇA – O vilarejo alpino de Davos abriu suas portas nesta segunda-feira (19) para a edição de 2026 do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês). Sob o tema "Reconstruindo a Confiança em um Mundo Fragmentado", o encontro deste ano é marcado por um clima de tensão diplomática sem precedentes, alimentado pela iminente chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por uma onda de manifestações que tomou as ruas da Suíça.

O "Fator Trump" e o Protecionismo Global

A grande expectativa da semana gira em torno do discurso de Donald Trump. Em seu segundo mandato, o republicano retorna a Davos em um momento de atrito direto com a União Europeia, especialmente após as recentes discussões sobre tarifas comerciais e a controversa proposta envolvendo a Groenlândia.

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Para os analistas presentes, a presença de Trump é vista como um teste de estresse para o "Espírito de Davos". Enquanto o Fórum prega a cooperação multilateral, a política de "América Primeiro" gera receio de uma nova guerra comercial global, o que deve dominar as discussões nos corredores e painéis fechados.

Clima de Tensão e Protestos nas Ruas

Nem mesmo as temperaturas negativas e a segurança máxima, que conta com mais de 5.000 militares suíços, impediram a ação de ativistas. Grupos de defesa do clima e organizações anti-globalização iniciaram marchas em direção ao centro de convenções.

Os manifestantes criticam o que chamam de "hipocrisia das elites". "Eles discutem a crise climática em jatos particulares enquanto o mundo real sofre com a inflação e o calor extremo", afirmou um dos líderes do movimento Jovem pelo Clima em frente à estação de trem de Davos.

A Pauta Econômica: Além da Geopolítica

Apesar da sombra política, a agenda oficial do Fórum foca em quatro pilares críticos para 2026:

  1. Segurança e Cooperação: Tentativas de mediação nos conflitos em curso no Leste Europeu e Oriente Médio.

  2. Inteligência Artificial: O impacto da automação no mercado de trabalho e a regulação ética da tecnologia.

  3. Transição Energética: O financiamento de economias verdes em meio à crise energética.

  4. Crescimento e Emprego: Estratégias para evitar uma recessão global diante dos juros altos mantidos pelos bancos centrais.

O Que Esperar dos Próximos Dias

Mais de 2.500 líderes mundiais, incluindo dezenas de chefes de Estado e CEOs das maiores corporações do planeta, passarão pelo fórum até sexta-feira. O Brasil, representado por uma delegação de alto nível, busca atrair investimentos externos focados em sustentabilidade e agronegócio tecnológico.

A cobertura completa de todos os painéis e os bastidores do Fórum Econômico de Davos você acompanha aqui, com atualizações em tempo real.