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Sexta-feira, 21 de Agosto 2026
Economia

Copom reduz Taxa Selic para 14,25% ao ano em terceiro corte consecutivo

A decisão do Comitê de Política Monetária ajusta os juros básicos da economia em 0,25 ponto percentual.

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Copom reduz Taxa Selic para 14,25% ao ano em terceiro corte consecutivo
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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Nesta quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou uma nova redução da Taxa Selic, os juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual. A medida faz com que a taxa passe de 14,50% para 14,25% ao ano, marcando um esforço para influenciar a atividade econômica e o controle inflacionário no Brasil.

Esta decisão representa a terceira vez consecutiva que o Copom opta por diminuir os juros, sinalizando uma tendência de flexibilização da política monetária.

A Taxa Selic é a principal ferramenta do Banco Central para gerenciar a economia, sendo empregada para moderar o aquecimento da atividade e, consequentemente, conter a inflação.

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Impacto dos juros na economia

Quando os juros permanecem em patamares elevados por períodos prolongados, o custo do crédito se eleva significativamente. Isso impacta diretamente os consumidores, encarecendo compras parceladas no cartão, financiamentos de produtos e imóveis.

O resultado é uma desaceleração do consumo e um arrefecimento geral da demanda na economia.

Por outro lado, a redução da Taxa Selic visa estimular a economia, tornando o crédito mais acessível e incentivando o consumo e o investimento, ao mesmo tempo em que busca manter a estabilidade dos preços.

Em sua reunião anterior, realizada em abril, o Copom justificou um ritmo mais cauteloso na redução dos juros devido às incertezas ligadas aos conflitos geopolíticos no Oriente Médio.

Além disso, pesavam as projeções de uma inflação persistente em patamares elevados por um período mais extenso.

Por um extenso período, que se estendeu até março deste ano, a Taxa Selic permaneceu em 15% ao ano, marcando o patamar mais elevado em quase duas décadas.

O Copom havia iniciado o ciclo de cortes nos juros em março, impulsionado por um cenário de desinflação.

Contudo, a persistência do conflito no Oriente Médio tem gerado impactos nos preços globais de combustíveis e alimentos, criando um desafio adicional para a continuidade da queda da Taxa Selic.

FONTE/CRÉDITOS: Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil 
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