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Domingo, 16 de Agosto 2026
Política

Comissão da Câmara aprova uso de royalties do petróleo para financiar tarifa zero no transporte público

Proposta que destina recursos do pré-sal para gratuidade no transporte segue para análise em outras comissões da Casa.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Comissão da Câmara aprova uso de royalties do petróleo para financiar tarifa zero no transporte público
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados deu aval ao Projeto de Lei 3932/25, que estabelece o uso de uma parcela dos royalties do petróleo e do gás natural para custear a tarifa zero no transporte coletivo urbano de passageiros. A iniciativa visa garantir fontes adicionais de financiamento para a mobilidade urbana, direcionando recursos excedentes para que municípios possam subsidiar o transporte público gratuito.

O relator da proposta, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), destacou a importância do projeto para aprimorar as políticas públicas de mobilidade. Ele ressaltou que o financiamento do transporte público coletivo representa um dos maiores desafios enfrentados atualmente.

Divisão dos recursos provenientes dos royalties

Atualmente, a Lei 9.478/97 estabelece que os royalties equivalem a 11% da produção. Com a aprovação do projeto, até 10% desses recursos continuarão a ser distribuídos conforme as regras vigentes, enquanto a parcela excedente será destinada ao subsídio da tarifa zero.

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No regime de partilha de produção, regido pela Lei 12.351/10, onde a alíquota atual dos royalties é de 16%, a distribuição tradicional será limitada a 15% do valor da produção. O montante que ultrapassar esse percentual será direcionado para o custeio do transporte gratuito.

Impactos sociais e ambientais da proposta

Jilmar Tatto (PT-SP), autor da proposta, considera a mudança uma estratégia fundamental. Ele argumenta que a iniciativa assegura que a riqueza extraída de um recurso finito, como o petróleo, retorne à sociedade em forma de benefícios sociais tangíveis e acessíveis a todos os cidadãos.

Tatto também enfatizou que a gratuidade no transporte público é um vetor de inclusão social, facilitando o deslocamento das populações mais vulneráveis. Além disso, o transporte coletivo contribui para a redução da emissão de poluentes, promovendo a sustentabilidade ambiental.

Próximos passos da tramitação

O projeto de lei, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará por análise nas comissões de Viação e Transportes, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, a proposta precisa ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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