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Viral nas redes sociais por seu visual artesanal e acabamento sofisticado, a chamada cerâmica fria tem aparecido em milhares de vídeos e tutoriais. Apesar do nome, ela não é cerâmica de verdade e não deve ser usada em itens de cozinha como copos, pratos ou xícaras.
Diferente da cerâmica tradicional, feita de argila e submetida a altíssimas temperaturas, a cerâmica fria é uma massa sintética que endurece em contato com o ar.
Geralmente composta por colas, resinas e outros compostos químicos, ela não passa por vitrificação, processo essencial para tornar a peça impermeável, resistente ao calor e segura para contato com alimentos.
Sem isso, a cerâmica fria permanece porosa, absorvendo líquidos, gordura e resíduos de comida. Isso facilita a proliferação de bactérias e compromete a higiene do material, mesmo após a lavagem.
Além do mais, o contato com bebidas quentes, alimentos ácidos ou o uso do microondas pode provocar deformações, rachaduras e até a liberação de substâncias tóxicas presentes na composição da massa.
Mão feminina pintando uma folha de cerâmicaMão feminina pintando uma folha de cerâmica
Ela é indicada para peças decorativas, como vasos, esculturas, porta-objetos e itens artesanaisalerta
Na prática, o que parece apenas uma escolha estética pode virar um risco à saúde. Copos de cerâmica fria podem amolecer com bebidas quentes, pratos podem absorver molhos e odores, e xícaras podem contaminar o líquido.
É por isso que especialistas e órgãos de segurança alimentar reforçam que, utensílios que entram em contato com alimentos precisam ser feitos de materiais próprios, como porcelana, cerâmica vitrificada ou grés, que suportam calor e não liberam resíduos químicos.
Isso não significa que a cerâmica fria não tenha utilidade. Ela é indicada para peças decorativas, como vasos, esculturas e itens artesanais. Em tempos que vídeos virais ditam modas, vale o alerta: bonito nem sempre é seguro.
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