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Domingo, 02 de Agosto 2026
Política

Caminhadas em 26 cidades promovem a conscientização sobre o lipedema

Eventos no Brasil e no exterior buscam alertar a população e acelerar o diagnóstico de uma doença crônica que afeta uma em cada dez mulheres.

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Por Pagina1mt
Caminhadas em 26 cidades promovem a conscientização sobre o lipedema
© Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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Neste domingo (2), caminhadas organizadas em 26 cidades do Brasil e do exterior buscam ampliar a conscientização sobre o lipedema, uma doença crônica que atinge cerca de 10% das mulheres brasileiras e causa o acúmulo desproporcional de gordura nos membros.

A condição é frequentemente confundida com celulite, mas provoca dores intensas, inchaço, sensibilidade ao toque e limitações físicas. Segundo a cirurgiã vascular Tatiana Losada, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, o quadro afeta predominantemente pernas, quadris e braços.

Diferenças entre lipedema e celulite

A especialista esclarece que a celulite representa apenas uma alteração estética na superfície cutânea. Por outro lado, o lipedema envolve um aumento simétrico e excessivo dos membros, sensação constante de peso, manchas roxas frequentes e a preservação característica dos pés e das mãos.

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O diagnóstico da patologia é essencialmente clínico, realizado por meio da anamnese e do exame físico. Atualmente, não existem exames laboratoriais ou de imagem capazes de confirmar a doença, embora procedimentos como o doppler sejam utilizados para investigar a circulação vascular.

Formas de tratamento e origens da doença

Embora seja uma condição crônica, é possível tratar e controlar os sintomas. A abordagem terapêutica inclui alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos de fortalecimento, fisioterapia, uso de malhas compressivas e, em casos selecionados, intervenção cirúrgica para resgatar a mobilidade.

As causas estão associadas a fatores genéticos e oscilações hormonais típicas da adolescência, gestação e menopausa. A médica destaca que procurar avaliação especializada evita diagnósticos errôneos e reduz o sentimento injusto de culpa carregado por muitas pacientes.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
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