A Polícia Federal (PF) e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD/PY) deflagraram, nesta segunda-feira (6), a 54ª fase da Operação Nova Aliança. A ofensiva, que marca a primeira grande etapa de 2026, mira a destruição de cultivos ilícitos de cannabis e a desarticulação de bases logísticas do crime organizado na região de fronteira.

O foco principal das equipes agora é o departamento de Canindeyú, área estratégica utilizada por traficantes para a produção e armazenamento de grandes carregamentos de droga que abastecem o mercado sul-americano.

A cooperação bilateral, que completa 14 anos, atingiu maturidade com números expressivos: desde sua criação, em 2012, já foram erradicados aproximadamente 14 mil hectares de plantações e incineradas mais de 45 mil toneladas de maconha.

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O ano de 2025 foi considerado o mais letal para o faturamento do narcotráfico na região, registrando o recorde histórico de 5.464 toneladas de entorpecentes destruídas em um único ciclo operacional.

Desta vez, a operação vai além da queima de plantações. Peritos criminais do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal trabalham em conjunto com o Laboratório Forense paraguaio para analisar amostras de solo e das plantas. Esse esforço técnico-científico serve para mapear a origem da droga e fortalecer as provas em processos judiciais contra os chefões do tráfico.

Outra frente da 54ª fase é a recuperação ambiental. Áreas de florestas que foram derrubadas por criminosos para dar lugar ao plantio de maconha estão sendo integradas à "Operação Restaurar". Coordenada pelo Instituto Nacional de Florestas do Paraguai (INFONA), a iniciativa promove a restauração ecológica desses terrenos degradados, unindo a segurança pública à preservação da natureza.

A ação conta com o suporte da Força-Tarefa Conjunta e do Ministério Público do Paraguai, reafirmando a importância da integração entre as instituições para sufocar o financiamento do crime organizado transnacional.

Ao reduzir a oferta de drogas diretamente na fonte, a operação busca enfraquecer as facções que operam na fronteira, promovendo maior segurança regional e protegendo a saúde pública de ambos os países.

FONTE/CRÉDITOS: REPÓRTER MT