Criminosos que se identificaram como policiais invadiram uma residência e mataram José Carlos Toninato, de 59 anos, na madrugada de hoje (1º), em Mirassol D'Oeste (a 297 km de Cuiabá), em Mato Grosso. A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo e encontrada caída na sala da casa, próxima à porta de entrada, com o crânio dilacerado. O crime ocorreu por volta das 2h10.

Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Militar, um genro da vítima procurou o batalhão para informar que o sogro havia sido baleado e já estava morto. No local, os militares confirmaram a ocorrência e fizeram o isolamento da cena do crime.

Em depoimento, o genro contou que estava nos fundos da residência acompanhando um familiar com problemas de saúde quando ouviu um forte barulho vindo do portão da frente, seguido de gritos de pessoas dizendo ser "a polícia". Logo depois, escutou diversos disparos de arma de fogo que, pela sonoridade, aparentavam ser de calibre 12. Ao ir até a frente da casa, encontrou o sogro caído e ferido. Ele afirmou que não chegou a ver os autores.

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Uma das filhas da vítima relatou que estava no quarto quando ouviu o barulho na frente da residência. Ao sair para verificar o que acontecia, os disparos começaram. Segundo ela, a intensa fumaça provocada pelos tiros impediu que identificasse o atirador. A testemunha informou apenas que o suspeito usava roupas escuras, sem conseguir dizer se ele estava encapuzado. Inicialmente, ela não percebeu que o pai havia sido atingido e só soube da morte após ser avisada pela mãe.

As testemunhas disseram ainda que, ao deixarem a residência para pedir ajuda, encontraram uma pistola de cor camuflada caída na parte interna do quintal, próxima ao muro. Elas não souberam informar como os criminosos chegaram ao imóvel nem de que forma fugiram.

Durante a perícia inicial, os policiais militares localizaram três cartuchos deflagrados, aparentemente de calibre 12, próximos ao corpo.

A área foi isolada até a chegada da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos trabalhos periciais. Após a remoção do corpo, o local ficou sob responsabilidade da Polícia Civil, que deu continuidade às investigações.

FONTE/CRÉDITOS: EDUARDA FERNANDES DO REPÓRTERMT