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De acordo com dados levantados pela MIA, solução de inteligência integrada à plataforma IEG Analytics, a adoção de agentes de inteligência artificial (IA) no Brasil ainda se encontra em fases iniciais.
Segundo a pesquisa, 35% das empresas estão em estágio piloto e 31% ainda pesquisam a tecnologia. Outros 25% já utilizam essas soluções em áreas ou processos específicos, enquanto apenas 2% operam em larga escala.
Na análise de Pedro Moi, sócio do Instituto de Engenharia de Gestão (IEG), esse cenário indica que o tema já está na agenda estratégica das organizações, mas a incorporação efetiva segue em processo de maturação e deve se intensificar nos próximos ciclos.
Na prática, o especialista afirma que, entre os principais ganhos proporcionados pelos agentes de IA, destacam-se o aumento de eficiência e produtividade, apontado por 94% dos Centros de Serviços Compartilhados (CSCs), de acordo com a MIA.
Em seguida, aparecem a liberação de tempo das equipes para atividades mais estratégicas (56%) e a redução de custos operacionais (54%). “Na prática, isso se traduz em operações mais enxutas, atendimento mais ágil e maior capacidade analítica”, acrescenta.
Segundo o representante, os agentes de IA podem atuar na execução de tarefas, na orquestração de fluxos de trabalho e no apoio a análises que antes exigiam intervenção humana intensiva. Esse conjunto de atividades reduz o tempo de ciclo dos processos, minimiza retrabalho e permite que os profissionais concentrem seus esforços em atividades de maior valor agregado, como planejamento, relacionamento com clientes e inovação.
Desafios na implementação e necessidade de governança
Apesar dos avanços, o levantamento da MIA aponta desafios relevantes na implementação dos agentes de IA. Entre os principais, destacam-se a segurança e a privacidade de dados (59%), a falta de habilidades técnicas nas equipes internas (52%) e a complexidade de integração com sistemas existentes (48%).
Questões como a comprovação de retorno sobre investimento (ROI) (35%) e os custos de implementação e manutenção (33%) também aparecem como barreiras. Para Pedro Moi, superar esses desafios exige governança clara, capacitação das equipes e uma arquitetura tecnológica preparada para suportar esse novo tipo de aplicação.
Ainda segundo a pesquisa, a resistência interna representa apenas 4% dos CSCs. No entanto, o executivo alerta que ela não deve ser subestimada, pois tende a se manifestar de forma silenciosa em projetos que exigem mudanças de rotina. De acordo com ele, o caminho passa por uma comunicação transparente sobre o papel dos agentes, reforçando que a tecnologia atua como apoio, e não como substituição. “Além disso, é preciso envolver as equipes desde o desenho das soluções e investir em capacitação contínua, para que os colaboradores se sintam protagonistas da transformação”, pontua.
Papel do IEG na disseminação e maturidade do tema
No âmbito do IEG, Pedro Moi afirma que o papel da instituição é atuar como disseminadora do tema e fomentar o debate sobre agentes de IA no mercado, especialmente entre os CSCs. Segundo ele, o Instituto coleta informações sobre como os CSCs vêm utilizando essa tecnologia em suas operações e compartilha esse conhecimento entre os Centros, como forma de inspirar novas iniciativas e ampliar o repertório coletivo sobre o assunto.
Além disso, Moi destaca que o IEG promove eventos que dão visibilidade a cases bem-sucedidos, ao mesmo tempo em que criam espaços de troca entre executivos e líderes de mercado.
“Dessa forma, o IEG contribui para que o tema ganhe tração na agenda estratégica das organizações, conectando experiências, estimulando discussões qualificadas e apoiando a maturação do mercado em torno do uso de agentes de IA”, conclui.
Para mais informações, basta acessar: https://ieg.com.br/
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