Durante a sessão realizada nesta quinta-feira (08), na Câmara Municipal de Jangada, o vereador Neto da Raizama (PSD) gerou forte repercussão ao questionar publicamente a força política da vice-prefeita Marcela Mendes (PSB). A discussão teve como pano de fundo a votação obtida no município pelo presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), que conquistou 793 votos na cidade, equivalente a 13,34% do eleitorado local.
Max Russi foi reeleito como o parlamentar mais bem votado do Estado, alcançando quase 87 mil votos. Em Jangada, conhecida como a 'Terra do Pastel', ele ficou atrás apenas do ex-deputado Gilmar Fabris (PSD), que obteve 875 votos (cerca de 14,72%). O deputado contou com o apoio ostensivo da vice-gestora, que comemorou o resultado nas redes sociais, agradecendo aos eleitores pela confiança e pelo engajamento durante o pleito municipal e estadual.
Disputa de protagonismo na câmara municipal
O parlamentar municipal utilizou a tribuna para exaltar o trabalho de outros aliados e minimizar a influência da vice-prefeita. Em seu discurso, Neto da Raizama afirmou que o sucesso nas urnas decorreu do esforço de lideranças locais e disparou contra a figura institucional de Marcela Mendes, alegando que ela faria apenas parte de um grupo já vitorioso.
- O vereador destacou o engajamento do presidente da Câmara, Benys Mamedes (MDB), e do colega Carlão de Fio (PP).
- Afirmou que quem detém capital eleitoral seriam os detentores de mandatos ativos.
- Declarou publicamente que a posição de vice não confere protagonismo político direto.
A fala gerou imediata divisão de opiniões no cenário político da região, evidenciando as tensões administrativas e alianças frágeis que compõem a base do atual governo municipal, liderado pelo prefeito Rogério Meira (PSD) e pela própria Marcela Mendes, dupla vitoriosa nas eleições de 2024 com 53,69% dos votos.
Repercussão e defesa nas redes sociais
Após a repercussão das declarações na tribuna, a vice-prefeita utilizou suas redes sociais para classificar a fala do colega como um ataque covarde e desnecessário. Marcela lamentou o episódio, afirmando que se sentiu menosprezada e humilhada tanto em sua trajetória como agente pública quanto na sua condição de mulher, e garantiu que tomará as providências cabíveis em relação ao caso.
O episódio também mobilizou defensores da gestora, incluindo seu marido, Rivelino Yamashita. Em manifestação pública, ele argumentou que tentativas de desmerecer a atuação de mulheres na política revelam receio diante da liderança feminina, reforçando que críticas devem servir como combustível para a continuidade do trabalho institucional.
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