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Domingo, 11 de Outubro 2026
Política

Davi alcolumbre marca votação da escala 6x1 para quarta-feira no senado

Proposta que garante dois dias de descanso foi aprovada pelos deputados em maio e agora avança na pauta legislativa.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Davi alcolumbre marca votação da escala 6x1 para quarta-feira no senado
© Lula Marques/Agência Brasil.
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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), agendou para a próxima quarta-feira (14) a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição que extingue o modelo de escala 6x1 no país.

A matéria, identificada como PEC 221 de 2019, estabelece um descanso remunerado de dois dias semanais sem impacto nos vencimentos.

Além disso, a iniciativa diminui a carga horária semanal de 44 para 40 horas, estipulando um período de transição de 14 meses para a adaptação das empresas.

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Ao definir a data, Davi Alcolumbre destacou que cumpre sua palavra de pautar o assunto com cautela, diálogo institucional e observância regimental.

Aprovação prévia na câmara

A discussão sobre o fim do regime 6x1 passou pela Câmara dos Deputados em dois turnos realizados no mês de maio, seguindo posteriormente para apreciação dos senadores.

Por se tratar de uma PEC, o texto exige aval do plenário em dose dupla tanto entre os deputados quanto entre os senadores. Eventuais alterações feitas no Senado exigirão o retorno da pauta à Câmara.

No âmbito senatorial, a tropa de choque governista tentou acelerar o trâmite, mas a presidência segurou a tramitação até enviar o tema para a Comissão de Constituição e Justiça em agosto.

O colegiado deu aval à matéria em setembro, contudo, o comando da Casa optou por postergar o debate em plenário para o período posterior ao pleito eleitoral.

O que prevê a proposta

A iniciativa legislativa traz mudanças profundas nas relações trabalhistas brasileiras. Entre os pontos centrais, destacam-se:

- Obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana.

- Redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial.

- Jornadas diferenciadas para profissionais com ensino superior que ganham a partir de R$ 21.188,87, via negociação direta.

- Transição de até 14 meses para a adoção do novo modelo, com regras específicas para terceirizados públicos.

- Redução inicial para 42 horas semanais em até 60 dias após a promulgação.

- Corte definitivo para 40 horas após o decurso de 12 meses da primeira etapa.

FONTE/CRÉDITOS: Iara Balduino – Repórter da Agência Brasil