A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) que a bandeira tarifária amarela continuará em vigor no mês de agosto para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A decisão decorre da permanência da estação seca no país, reduzindo o nível dos reservatórios e exigindo fontes de geração mais caras.
Este será o quarto mês consecutivo com a tarifa intermediária acionada. De acordo com a Aneel, o cenário menos favorável para as usinas hidrelétricas obriga o uso frequente de usinas termelétricas, cujos custos operacionais são mais elevados para o sistema elétrico nacional.
Entenda o funcionamento das bandeiras tarifárias
Criado em 2015 pelo órgão regulador, o modelo de bandeiras tarifárias reflete mês a mês os custos variáveis da geração de energia no Brasil. A análise técnica é conduzida pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que prevê os custos de operação necessários para suprir a demanda energética do país.
Quando as condições de geração estão em níveis ideais, vigora a bandeira verde, na qual não há nenhum acréscimo na conta. Contudo, nas modalidades amarela ou vermelha, cobranças adicionais são aplicadas proporcionalmente a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Valores cobrados por faixa tarifária
- Bandeira amarela: condições menos favoráveis, com acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos;
- Bandeira vermelha (Patamar 1): condições custosas, gerando taxa adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh;
- Bandeira vermelha (Patamar 2): condições altamente custosas, com acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.