Davi Bezerra Silva, de 13 anos, morreu afogado no lago de um parque na cidade de Tangará da Serra (239 km de Cuiabá). Ele não sabia nadar, mas entrou na água para acompanhar outros dois amigos. Não havia nenhum funcionário da prefeitura no local para orientar os visitantes. A ocorrência foi registrada na tarde desse sábado (19).
De acordo com o registro da ocorrência, o adolescente disse para a mãe que sairia com outros três amigos para jogar futebol. No parque, dois dos garotos entraram na água para chegar até uma ilha que fica no meio do lago.
Davi, mesmo não sabendo nadar, seguiu os outros dois e acabou se afogando no meio do caminho. O quarto garoto, que também não sabe nadar, ficou nas margens do rio e assistiu o afogamento.
Em relato aos militares, uma testemunha disse que o garoto começou a se afogar a cerca de 15 metros da margem do lado. Ao submergir na água, ele começou a gritar por socorro. Dois homens que estavam no parque chegaram a pular na água, mas devido à profundidade do lago, não foi possível alcançar Davi.
Quando os policiais chegaram no local, o Corpo de Bombeiros já atuava nas buscas pelo e, posteriormente, nas manobras de ressuscitação por parte dos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Devido à aglomeração de pessoas, a grande quantidade de crianças que poderiam presenciar cenas impactantes e a necessidade de proteger a imagem da vítima, foi feito o isolamento da área, com a orientação de ficar do lado externo do parque.
Os bombeiros localizaram o corpo por volta das 18h30 e foi, de imediato, entregue à equipe do Samu, que fez as tentativas de reanimação. Contudo, em razão tempo que a vítima ficou debaixo da água, não foi possível salvá-lo.
A mãe de Davi, ao tomar conhecimento da situação, se dirigiu até o parque. Ao tomar conhecimento da morte do filho, passou mal e precisou ser encaminhada para uma unidade de saúde.
Os policiais tentaram encontrar algum funcionário da prefeitura que estivesse responsável pelo parque naquele momento, mas não havia nenhum no local. Posteriormente, um segurança que se apresentou como responsável pelo período noturno procurou a polícia para esclarecimentos.
Ele disse que um colega era responsável pelo trabalho. O homem não soube dizer porque o outro guarda não estava cumprindo sua jornada de trabalho.
A Polícia Civil assumiu a ocorrência e será a responsável pela investigação do caso.