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Sábado, 10 de Outubro 2026
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Aluguel caro no interior afasta trabalhadores da indústria florestal, aponta CIPEM

Em muitos municípios, salário pago pelas empresas não consegue cobrir despesas básicas

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Aluguel caro no interior afasta trabalhadores da indústria florestal, aponta CIPEM
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A industrial florestal de Mato Grosso enfrente uma crise crescente de mão de obra, mesmo oferecendo salário considerados competitivos para o interior do Estado. O problema, segundo presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (CIPEM), Ednei Blasius, está no alto custo de moradia, na escassez de profissionais qualificados e na concorrência com programas assistenciais.

Durante coletiva nesta quarta-feira (28.01), Blasius afirmou que, em muitos municípios, o salário pago pelas empresas não consegue cobrir despesas básicas, especialmente aluguel.

“Hoje você encontra mão de obra, mas o profissional não consegue se manter. Ele vem para ganhar R$ 4 ou R$ 5 mil e precisa pagar R$ 1.500 ou R$ 2 mil de aluguel. No fim das contas, não sobre nada”, explicou.

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Segundo ele, a situação tem levado empresários a retomarem práticas antigas, como a construção de moradias para funcionários, principalmente para cargos técnicos ou de liderança.

“Tem empresário voltando a fazer colônia, construir casa para gerente, operador de máquina, porque senão o profissional simplesmente não fica na cidade”, relatou.

Outro ponto destacado pelo presidente do CIPEM é a dificuldade de registrar trabalhadores formalmente, porque parte da mão de obra evita empregos com carteira assinada para não perder benefícios sociais.

“Às vezes você encontra o trabalhador, mas ele não quer ser registrado porque tem medo de perder benefício. Isso não é um problema só do nosso setor, mas impacta diretamente a indústria florestal”, afirmou.

A crise ocorre em um momento em que o setor florestal segue relevante para a economia do Estado. Em 2025, a cadeia produtiva da madeira movimentou R$ 3,17 bilhões e gerou mais de 30 mil empregos diretos e indiretos em Mato Grosso. Mesmo assim, a falta de trabalhadores ameaça a expansão e a profissionalização da atividade.

“O setor está cada vez mais tecnológico, mais exigente e mais profissional. Mas, sem mão de obra qualificada, esse crescimento fica limitado”, concluiu.

FONTE/CRÉDITOS: Nicolle Ribeiro & Angelica Gomes/VGNAgro
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