Dos 142 municícios em Mato Grosso, 26 decretaram situação de emergência por causa das chuvas, mas apenas oito solicitaram homologação junto ao Governo do Estado, etapa essencial para garantir acesso a recursos e apoio mais estruturado.

Os dados, repassados ao VGN pela Defesa Civil Estadual, escancaram um cenário de resposta desigual diante da crise climática, já que parte das prefeituras formalizou o pedido de ajuda, enquanto outras permanecem restritas à própria capacidade de reação.

Entre os municípios que buscaram homologação estão Cotriguaçu, Rosário Oeste, Poxoréu, Guarantã do Norte, Vale de São Domingos, Peixoto de Azevedo, Chapada dos Guimarães e Primavera do Leste.

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Já cidades como Paranatinga, Nobres, Porto Esperidião, Nossa Senhora do Livramento e Juscimeira, entre outras, decretaram emergência, mas não formalizaram o pedido ao Estado.

Os decretos não foram apenas preventivos — em várias cidades, os impactos das chuvas já são concretos e atingem diretamente a população.

Em Porto Esperidião, a situação é considerada crítica. Com grande parte da população na zona rural, as chuvas destruíram estradas e pontes, dificultando o transporte escolar e o escoamento da produção. O próprio município reconheceu que não possui estrutura suficiente para lidar sozinho com os danos.

Já em Paranatinga, as chuvas provocaram enchentes, alagamentos e prejuízos à infraestrutura, atingindo áreas urbanas e rurais justamente durante o período da colheita da soja, principal atividade econômica local.

Em Santo Antônio do Leste, o cenário foi ainda mais grave: o excesso de chuva causou o colapso de um poço artesiano, interrompendo o abastecimento de água e expondo moradores a risco sanitário.

A Defesa Civil do Estado informou que atua com monitoramento climático, envio de alertas e orientações técnicas, além do envio de equipes e ajuda humanitária — mas quando solicitado pelos municípios.

Na prática, a homologação estadual é o que permite ampliar esse suporte, inclusive com acesso a recursos financeiros.

Sem esse passo, cidades que já enfrentam estradas destruídas, isolamento de comunidades e prejuízos econômicos podem ter uma recuperação mais lenta e limitada.

FONTE/CRÉDITOS: Nicolle Ribeiro/VGN