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Sexta-feira, 14 de Agosto 2026
Economia

Taxa de desemprego fica abaixo da média nacional em 11 estados do Brasil

Levantamento do IBGE mostra avanços na ocupação, impulsionados pela industrialização e escolaridade nas regiões Sul e Centro-Oeste.

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Por Pagina1mt
Taxa de desemprego fica abaixo da média nacional em 11 estados do Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil
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A taxa de desemprego no Brasil encerrou o segundo trimestre com média de 5,4%, mas 11 estados apresentaram índices ainda menores do que o indicador nacional. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, demonstrando o avanço da ocupação em diversas regiões.

Em cinco das 27 unidades da federação, o índice de desocupação não atingiu a marca de 3%. O estado de Santa Catarina lidera com o menor percentual do país, registrando apenas 2,1%, seguido por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

Outras localidades com desempenho melhor que a média nacional foram Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4,0%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5,0%). Na média global do país, a taxa de 5,4% representou um recuo importante frente aos 6,1% observados no trimestre anterior.

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Por outro lado, as maiores taxas foram apuradas no Amapá (9,8%) e na Bahia (9,1%). Segundo o analista do IBGE, William Kratochwill, essas discrepâncias ocorrem por fatores ligados à industrialização, ao ritmo da atividade econômica e aos níveis de instrução da população local.

Queda no desemprego de longa duração

A Pnad Contínua também destacou o menor contingente para o desemprego de longa duração da série histórica, iniciada em 2012. Cerca de 1,06 milhão de pessoas procuravam vagas há dois anos ou mais, o que representa uma redução de 15,6% frente ao mesmo período do ano passado.

Desigualdades de gênero e raça

Apesar da melhora geral, o levantamento expõe disparidades persistentes. A desocupação entre os homens ficou em 4,6%, enquanto a das mulheres se manteve em 6,4%. Além disso, os índices para pretos (6,9%) e pardos (6,1%) continuam superiores aos observados entre a população branca (4,2%).

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
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