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Quarta-feira, 07 de Outubro 2026
Justiça

STF adia julgamento de Bolsonaro para depois das eleições

O ministro Kassio Nunes Marques busca evitar interferências no pleito de outubro; ex-presidente tenta reverter pena de 27 anos de prisão.

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Por Pagina1mt
STF adia julgamento de Bolsonaro para depois das eleições
© Andressa Anholete/SCO/STF
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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu adiar o julgamento de Bolsonaro referente à revisão de sua condenação criminal para depois do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro. A medida, anunciada pelo gabinete do relator do caso, visa garantir a neutralidade do processo e evitar qualquer tipo de interferência política no resultado das urnas.

A decisão de postergar a análise foi confirmada pelo gabinete do ministro Kassio Nunes Marques. De acordo com a equipe do magistrado, a avaliação de recursos de grande impacto político durante o período eleitoral poderia inflamar o cenário público. Atualmente, a ação aguarda um parecer oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de seguir para a pauta de votação.

Assim que a manifestação da PGR for anexada aos autos, o caso será levado ao plenário físico ou virtual da Suprema Corte. A definição da data exata em que os ministros vão se reunir para deliberar sobre a matéria caberá exclusivamente ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que coordena a pauta de julgamentos do tribunal.

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A condenação e a estratégia da defesa

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tenta reverter uma decisão da Primeira Turma do STF, que o condenou a uma pena de 27 anos e três meses de reclusão. A sentença foi proferida no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil, ocorridas após o pleito presidencial anterior.

O recurso foi distribuído para a relatoria de Nunes Marques, integrante da Segunda Turma da Corte. Esse colegiado também conta com os ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. No entanto, por se tratar de uma revisão criminal, o veredito final dependerá do voto de todos os 11 ministros que compõem o plenário do STF.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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