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Sexta-feira, 09 de Outubro 2026
Política

Projeto de lei facilita a venda e troca de áreas públicas por prefeituras

Proposta em análise na Câmara busca dar mais autonomia aos municípios para destinar terrenos de loteamentos a serviços essenciais como saúde e educação

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Projeto de lei facilita a venda e troca de áreas públicas por prefeituras
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
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A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 3007/26, que autoriza prefeituras de todo o país a vender, permutar ou alterar a destinação de áreas públicas originadas de loteamentos urbanos. A medida busca dar mais flexibilidade aos gestores municipais para utilizar terrenos ociosos de forma mais eficiente, atendendo a demandas urgentes da população local.

Atualmente, a Lei de Parcelamento do Solo Urbano impõe restrições severas para a mudança de finalidade de espaços doados ao poder público, como praças e áreas verdes. A nova proposta pretende flexibilizar essa norma, permitindo que os municípios adaptem o uso desses espaços conforme o crescimento e as reais necessidades das cidades.

Critérios para a mudança de destinação

Para realizar qualquer alteração, o município precisará cumprir exigências rigorosas. Será obrigatório comprovar o interesse público e garantir que a mudança esteja em conformidade com o plano diretor municipal. Além disso, a prefeitura deverá apresentar estudos técnicos detalhados e avaliações patrimoniais.

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A participação popular também é um requisito indispensável, exigindo a realização de consultas ou audiências públicas. O projeto proíbe expressamente que as alterações resultem na redução do total de espaços públicos essenciais da cidade. O novo uso do terreno deve, obrigatoriamente, atender ao interesse coletivo, vetando a destinação privada sem contrapartida social.

Justificativa e impactos na gestão municipal

O autor da proposta, deputado José Medeiros (PL-MT), argumenta que a rigidez da legislação atual prejudica a administração das cidades. Segundo o parlamentar, muitos municípios acumulam terrenos vazios em locais sem demanda, enquanto enfrentam a escassez de áreas públicas em regiões carentes de hospitais, escolas e creches.

Medeiros defende que a medida corrige distorções históricas na ocupação urbana. De acordo com o deputado, o projeto não retira direitos dos cidadãos, mas fortalece o interesse público ao permitir que a administração municipal utilize as terras exatamente onde a comunidade mais necessita de serviços básicos.

Tramitação e próximos passos

O projeto de lei tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

Acompanhe em detalhes como funciona a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias