O processo de municipalização do Hospital Laura Vicuña, em Nobres, trouxe à tona questões importantes sobre o futuro dos antigos colaboradores da unidade. Em pronunciamento oficial, o prefeito Zé Domingos esclareceu a situação trabalhista gerada após a desapropriação e o repasse da gestão para uma Organização Social (OS).
Segundo o chefe do Executivo municipal, a antiga gestão privada não apenas possuía um passivo trabalhista histórico, como também abandonou a unidade de saúde ao ser notificada, retirando inclusive equipamentos que já haviam sido indenizados pelo município. Durante a transição, a prefeitura assumiu diretamente a unidade por 10 dias antes de repassar a administração para a OS, que realizou um novo processo seletivo.
O prefeito orientou que os antigos funcionários que se sentirem prejudicados devem acionar a Justiça contra o antigo proprietário, mas deixou claro que o município não fugirá de suas obrigações legais. "Nós estamos prontos para assumir a responsabilidade se, por acaso, a Justiça atribuir ao município de Nobres. Nós não vamos deixar nenhum servidor do Laura Vicuña para trás, desde que essa seja uma decisão judicial", afirmou Zé Domingos.
Para os servidores que mantiveram o hospital funcionando durante o período de transição, o prefeito trouxe uma boa notícia imediata. Zé Domingos garantiu que a prefeitura realizará o pagamento referente aos 10 dias de serviço prestado pelos colaboradores que "resistiram" e trabalharam até o dia 1º, quando a OS assumiu definitivamente a gestão.
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