A Polícia Federal desmentiu publicamente a existência de um suposto depoimento em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmava ter financiado um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A alegação foi divulgada inicialmente pela revista Veja.
Em nota oficial, a corporação esclareceu que Daniel Vorcaro não prestou nenhum depoimento com o teor veiculado na reportagem. A instituição também afirmou que nenhum documento ou anexo com esse conteúdo foi entregue aos investigadores.
Procurado pela Agência Brasil, o advogado Daniel Bialski declarou não ter conhecimento sobre o financiamento. Ele reforçou que seu cliente nunca tratou desse assunto e que não teve acesso a papéis que comprovem a veracidade das acusações.
Diante da repercussão, a Advocacia-Geral da União anunciou que exigirá da publicação o direito de resposta. O órgão classificou o conteúdo como inverídico e gravemente ofensivo às autoridades federais envolvidas.
Suspeitas sobre áudios
O grupo Prerrogativas solicitou que a instituição policial realize uma perícia técnica no material sonoro divulgado pela revista Veja. Juristas apontam que a gravação pode ter sofrido manipulações para influenciar o cenário político.
A entidade destacou que faltam informações precisas sobre a origem do áudio. Caso a fraude seja confirmada por perícia, os envolvidos poderão responder criminalmente por delitos eleitorais e fraude processual.
Precedentes políticos
O caso atual traz paralelos com episódios anteriores envolvendo figuras políticas e financiamentos de produções cinematográficas. Diferente da situação atual, o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro teve registros em áudio validados.
Nesse outro contexto investigado, o parlamentar solicitou suporte financeiro para viabilizar um projeto audiovisual. As apurações da Polícia Federal indicam valores milionários negociados para a execução da obra.