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Terça-feira, 01 de Setembro 2026
Política

Pesquisa analisa propostas para mulheres em planos de governo

Levantamento mostra que candidaturas priorizam proteção, mas deixam de lado a participação feminina no poder.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Pesquisa analisa propostas para mulheres em planos de governo
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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Um levantamento recente do Instituto Update sobre planos de governo revelou que as políticas voltadas para mulheres se concentram em temas como violência e saúde.

A pesquisa analisou candidaturas à Presidência da República e apontou que as pautas prioritárias costumam enxergar o público feminino mais como destinatário de ações do que como sujeito ativo de decisão.

Questões ligadas à participação política e à presença em espaços de poder receberam bem menos espaço nos documentos oficiais avaliados.

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De acordo com Carol Althaller, diretora executiva do Instituto Update, os programas reconhecem problemas cotidianos, mas avançam pouco ao pensar nas mulheres como líderes e tomadoras de decisão.

Violência e segurança

A violência contra o público feminino lidera as menções nos textos analisados. Cerca de 75% dos planos trazem propostas explícitas sobre feminicídio ou proteção às vítimas.

No entanto, poucas propostas conectam a segurança pública à mobilidade urbana ou ao medo de circular pelas cidades durante a noite.

Autonomia econômica

O tema da independência financeira aparece em pouco mais da metade dos programas avaliados, englobando medidas de emprego, renda e igualdade salarial.

Apesar da forte concordância popular em relação à equiparação salarial, os caminhos sugeridos para alcançar essa autonomia variam bastante entre os diferentes campos políticos.

Políticas de cuidado

As políticas de cuidado e o acesso a creches também ganham destaque em 58% dos textos analisados, sendo tratados ora como infraestrutura pública, ora como apoio à família.

Para o instituto, a divergência principal reside no papel atribuído ao Estado na responsabilidade por essas tarefas cotidianas.

FONTE/CRÉDITOS: Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil
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