O adenocarcinoma de pulmão, tipo de câncer diagnosticado no Papa Leão XIV, tem sobrevida de 90% a 92% em cinco anos quando descoberto no estágio mais inicial, segundo dados divulgados por especialistas internacionais. O pontífice, de 71 anos, foi operado na terça-feira (13), no hospital Gemelli, em Roma, após a detecção de uma lesão em exames de rotina.
Durante o procedimento, realizado por meio de cirurgia videoassistida com duração de cerca de 90 minutos e sem complicações, o lobo inferior do pulmão direito do Papa foi removido. A previsão inicial do Vaticano é de uma semana de internação para a recuperação do pontífice.
Entenda os estágios e as chances de cura
O índice de sobrevida varia drasticamente conforme o avanço da doença:
- Estágio 1A1: Sobrevida de 90% a 92% em cinco anos.
- Estágios 2: O índice cai para uma faixa entre 52% e 65%.
- Estágios 3: A taxa de sobrevida fica entre 12% e 41%.
- Estágio 4: O índice chega a, no máximo, 15%.
Até o momento, o estágio exato do tumor e as possíveis mutações genéticas não foram divulgados pelo Vaticano. Essas duas informações são cruciais para definir os próximos passos do tratamento, indicando a extensão da doença e se há terapias direcionadas para o caso.
Como funciona a cirurgia minimamente invasiva
A retirada do lobo inferior direito não é considerada uma pequena cirurgia, mas preserva a maior parte da função pulmonar do paciente. A técnica videoassistida utiliza pequenos orifícios no tórax para a introdução de uma câmera e instrumentos cirúrgicos.
Segundo especialistas da área de cirurgia torácica, a peça precisa ser retirada inteira de dentro do tórax. Esse princípio da cirurgia oncológica garante que o tumor seja removido com uma margem adequada de tecido saudável, reduzindo as chances de recidiva e permitindo uma análise patológica mais precisa no laboratório.
Causas e prevenção do adenocarcinoma
O adenocarcinoma surge nas células que revestem as vias respiratórias e produzem muco, representando cerca de 40% dos casos de câncer de pulmão. Embora o tabagismo seja a principal causa da doença, este tipo específico é o que apresenta maior incidência em pessoas que nunca fumaram, podendo estar associado à poluição e outras exposições ambientais.
Como a doença costuma avançar em silêncio na fase inicial, a detecção do tumor de Leão XIV por meio de exames de rotina é apontada por médicos como um fator positivo que aumenta consideravelmente as taxas de sucesso do tratamento.