Especialistas das Organizações das Nações Unidas alertaram sobre a falta de isenção da Meta durante as eleições brasileiras, destacando restrições expressivas em aplicativos como Facebook, Instagram e WhatsApp.
Segundo observadores internacionais, houve evidências de tratamento desigual em conteúdos de campanha, prejudicando contas associadas a um grupo político específico.
Entre as ocorrências mapeadas estão interrupções repentinas de perfis e quedas drásticas no alcance de publicações políticas de determinados candidatos.
Além disso, milhares de contas de jornalistas, criadores e influenciadores acabaram suspensas, concentrando-se quase todas no mesmo espectro ideológico.
Apontamentos do NetLab
Uma manifestação do NetLab também questionou a remoção de um perfil ligado ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva sob pretexto de moderação, enquanto conteúdos duvidosos permaneceram ativos.
O laboratório vinculado à UFRJ identificou falhas que permitiram propaganda paga no exterior durante o período de defeso eleitoral.
Controvérsia no WhatsApp
A campanha à reeleição acionou o Tribunal Superior Eleitoral após falhas na inteligência artificial do WhatsApp.
Usuários relataram que a ferramenta bloqueava termos associados a Lula, mas gerava conteúdos favoráveis a adversários políticos, levantando suspeitas de viés algorítmico.
Posicionamento oficial
Em nota, a empresa declarou que assegura a liberdade de expressão sem favorecer correntes ideológicas.
A companhia argumenta que eventuais falhas técnicas decorrem da escala de seus serviços e que correções são aplicadas prontamente conforme a legislação.