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Terça-feira, 13 de Outubro 2026
Justiça

Nunes Marques determina nova suspensão do canal Exército de Lula no WhatsApp

Decisão do presidente do TSE reverte autorização anterior e exige registro formal para o funcionamento do canal de mensagens.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Nunes Marques determina nova suspensão do canal Exército de Lula no WhatsApp
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, determinou nesta terça-feira (13) a suspensão integral do canal Exército de Lula no WhatsApp. A medida reverte a decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado o restabelecimento da página de mensagens anteriormente.

A ordem de Nunes Marques estabelece que o canal só poderá retomar suas atividades após a realização do registro formal de seu endereço eletrônico junto à Justiça Eleitoral. Além disso, a determinação impõe um período de carência de 48 horas após a regularização antes que o conteúdo volte a ser disponibilizado aos usuários.

A decisão atendeu a uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu despacho, o ministro argumentou que o corregedor Cueva excedeu suas competências ao anular uma decisão tomada anteriormente pela presidência do tribunal.

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Disputa jurídica e contexto

O canal, que conta com cerca de 3,7 milhões de inscritos e é gerido pelo deputado André Janones (Rede-MG), tem sido o centro de uma intensa troca de liminares. Enquanto a defesa do canal aponta censura, a presidência do TSE sustenta que a ausência de registro oficial na plataforma é motivo suficiente para a interrupção do serviço.

O corregedor Cueva havia argumentado anteriormente que a suspensão não poderia ocorrer via processo administrativo, visto que a matéria já era objeto de análise em um processo judicial sob sua relatoria. O impasse reflete a complexidade das regras eleiciais aplicadas às novas ferramentas de comunicação digital.

Clique aqui e leia mais sobre o assunto na Agência Brasil

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil
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